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Milford sound, Nova Zelândia
Milford sound, Nova Zelândia
Foto: Muha04

Livres de coronavírus

ISOLAMENTO. Fechar as fronteiras e suspender o turismo foram as soluções de alguns países para barrar a Covid-19

Há lugares no mundo cujo visual tira o fôlego dos viajantes, e muitos desses lugares dependem bastante do turismo. Assim, a pandemia do coronavírus, que fechou fronteiras e paralisou a maior parte das atividades econômicas, inclusive as viagens, afeta diretamente a economia desses locais.

Mas, por outro lado, ações pontuais e enérgicas ajudaram esses países a se livrar mais rapidamente da Covid-19. Um deles é a Nova Zelândia, uma ilha ao leste da Austrália, que tem paisagens tão únicas que lá foram gravadas a trilogia dos filmes 'O Senhor dos Anéis' e 'As Crônicas de Nárnia'. Assim que os primeiros casos de coronavírus apareceram no país, no final de fevereiro, a primeira-ministra Jacinda Ardern proibiu a entrada de estrangeiros. No fim de março, implantou o lockdown bastante restritivo. E o resultado veio no mês seguinte: em 29 de abril, Ardern anunciou o fim da transmissão comunitária do coronavírus - e estabelecimentos como cinemas, cafeterias, bares e academias já voltaram a funcionar, todos com restrições no acesso.

As ilhas Cook, no Pacífico Sul, são um arquipélago composto por 15 ilhas de natureza vulcânica e com paisagens de marcar a memória, também se declarou livre de coronavírus. O governo também adotou medidas rígidas de isolamento social, e o turismo entre as ilhas e demais arquipélagos da região é incentivado - mas ainda com todas as precauções.

Na Europa foi criada a primeira "bolha" de viagem entre a Lituânia, Estônia e Letônia. Localizadas no leste europeu, na divisa com a Rússia, os moradores desses três países podem viajar pelas suas fronteiras - mas estrangeiros ainda precisam ficar 14 dias em quarentena antes de entrar. Estes locais cumpriram as restrições sociais, puderam testar grande parte da sua população e puderam controlar a Covid-19.

Temos um exemplo no Brasil também, Fernando de Noronha, em Pernambuco. Dos 28 casos que surgiram no arquipélago, 23 se recuperaram e ainda há cinco pacientes em isolamento dentro de casa. Só foram permitidas atividades essenciais, como mercados, farmácias e consultas médicas, e para circular por lá, somente com autorização. O aeroporto ficou fechado para pousos e decolagens, somente servidores de atividades essenciais poderiam entrar ou sair da ilha. (Vanessa Zampronho)

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