Cantor cria ‘mini cidade’ inspirada no Nordeste antigo e encanta moradores no RN

Conheça a 'Cidade do Forró', projeto de Dorgival Dantas que recria o Nordeste dos anos 40 e virou patrimônio cultural

Projeto reúne memória afetiva, cultura e turismo em fazenda no sertão

Projeto reúne memória afetiva, cultura e turismo em fazenda no sertão | Reprodução/Youtube

Uma fazenda no interior do Rio Grande do Norte tem despertado curiosidade e emoção em quem passa por lá. Em meio à paisagem do sertão, um cenário chama atenção pelas cores, detalhes e pela sensação de voltar no tempo.

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O espaço, que mistura memória, cultura e turismo, foi idealizado pelo cantor Dorgival Dantas. Mais do que um projeto visual, a Cidade do Forró carrega histórias pessoais e já se tornou um dos destinos mais comentados da região.

Logo na chegada, visitantes percebem que não se trata de um lugar comum. A proposta vai além da estética e revela um mergulho nas raízes do Nordeste, com elementos que despertam lembranças e criam novas experiências.

Sonho que saiu do papel

A chamada Cidade do Forró nasceu de lembranças de infância do artista. “Isso realmente era um sonho meu, aqui eu tocava nos sítios com o meu pai, nas fazendas, quando tinha uns forrós para a gente tocar”, relata Dorgival Dantas, em entrevista ao G1.

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A ideia, portanto, foi transformar essas memórias em um espaço vivo. “Então, a imagem que foi ficando para mim foi dessas casinhas, do vilarejo, tem muito da época, da história do nordeste antigo da década de 30, 40”, completa o cantor.

Com isso, a vila recria o cotidiano de décadas passadas, valorizando tradições e costumes. Cada detalhe foi pensado para transportar o visitante a um tempo em que a vida seguia outro ritmo no sertão.

Cidade recria cenário do Nordeste dos anos 1940Cidade recria cenário do Nordeste dos anos 1940 (Foto: reprodução/Youtube)

Muito além de cenário

Apesar da aparência cenográfica, a estrutura surpreende por ser totalmente funcional. As construções incluem igreja, prefeitura, bodega, escola, cabaré, cadeia e diversas casas típicas.

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Por dentro, os espaços mantêm o clima antigo, mas oferecem conforto. É possível encontrar móveis rústicos, rádios antigos, candeeiros e objetos que reforçam a ambientação, além de itens modernos discretamente integrados.

A igreja, por exemplo, não é apenas decorativa. O local pode receber celebrações e há planos especiais para o futuro. “Eu tenho a ideia de fazer casamentos coletivos… é uma ação boa”, explica Dorgival, ao falar sobre o projeto social.

Impacto que vai além da fazenda

Desde a inauguração, em 2023, o espaço atrai visitantes de várias regiões. Esse movimento, inclusive, começou a transformar a economia local e gerar novas oportunidades para moradores.

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O reconhecimento também veio de forma oficial. Em 2024, a Cidade do Forró foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte, reforçando sua importância para a preservação cultural.

Além disso, comerciantes e empreendedores já sentem os efeitos positivos. O aumento no fluxo de turistas impulsiona pousadas, restaurantes e pequenos negócios da região.

Cidade do Forró tornou-se um ponto turístico do sertão e aquece a economia localCidade do Forró tornou-se um ponto turístico do sertão e aquece a economia local (Reprodução/Youtube)

Cultura viva e em movimento

A fazenda também se tornou palco de grandes eventos. Entre eles, o Derradeiro de Maio, que marca simbolicamente o início das festas juninas e reúne nomes importantes do forró tradicional.

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Com shows, estrutura completa e clima festivo, o espaço fortalece ainda mais sua proposta cultural. Ao mesmo tempo, atrai públicos de diferentes idades e mantém viva a essência nordestina.

“Às vezes é uma pessoa que sai daqui pra cada cantinho do mundo, e aqui é o mundo que está vindo para conhecer”, celebra o cantor, destacando o impacto coletivo do projeto.

No fim das contas, a Cidade do Forró vai além de um ponto turístico. Ela transforma lembranças em experiência, valoriza a cultura regional e mostra como o passado pode ganhar novos significados no presente.