Dia Nacional do Reggae: conheça a ‘Jamaica brasileira’ que criou o reggae agarradinho

Celebrado em 11 de maio, o Dia Nacional do Reggae também marca a forte ligação de São Luís com o ritmo jamaicano

Capital Nacional do Reggae desde 2023, capital maranhense criou o 'agarradinho', jeito único de dançar o gênero no Brasil

Capital Nacional do Reggae desde 2023, capital maranhense criou o 'agarradinho', jeito único de dançar o gênero no Brasil | Divulgação/SETUR

O Dia Nacional do Reggae é comemorado nesta segunda-feira (11/5), data que marca os 45 anos da morte de Bob Marley, um dos maiores nomes do gênero criado na Jamaica.

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No Brasil, o reggae ganhou características próprias e virou parte do patrimônio cultural de uma cidade.

Entenda como São Luís (MA), localizada a mais de 4 mil quilômetros da Jamaica, recebeu oficialmente o título de Capital Nacional do Reggae.

‘Jamaica brasileira’

O reggae surgiu na Jamaica no final da década de 1960, derivado do ska e do rocksteady. Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailer ajudaram a transformar o gênero em um fenômeno mundial.

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No Maranhão, o ritmo começou a circular por volta de 1971. Muitos discos de vinil chegaram ao estado pelas mãos de marinheiros que passavam pela região portuária de São Luís e pela Baixada Maranhense.

Outra parte dos discos teria chegado por terra, principalmente pela ligação comercial entre Maranhão e Pará. Com o tempo, o reggae começou a ocupar rádios, festas de bairro e espaços públicos.

Recepção do gênero

Em 2023, São Luís recebeu oficialmente o título de Capital Nacional do Reggae por meio da Lei nº 14.668 (Foto: Alan Rodrigues/Wikimedia Commons)

A identificação foi rápida. São Luís e a Jamaica compartilham características parecidas, como a condição de ilha, a forte presença da população negra e a ligação intensa com a música popular.

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Em 2023, a cidade recebeu oficialmente o título de Capital Nacional do Reggae por meio da Lei nº 14.668, reconhecendo uma relação cultural que, ao longo das décadas, criou versões próprias do ritmo e uma forma maranhense de viver a música.

Como é o reggae no Maranhão

O reggae maranhense tem características próprias. A principal delas é o chamado “reggae agarradinho”, dança em que os casais ficam colados enquanto acompanham o ritmo lento das músicas.

As radiolas também fazem parte da cultura do local. Os enormes paredões de caixas de som movimentam festas tradicionais e disputas conhecidas entre os fãs do gênero.

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O Maranhão ainda desenvolveu um vocabulário próprio ligado ao reggae. Músicas consideradas muito boas costumam ser chamadas de “pedras” ou “pedradas”. Se for muito boa mesmo, pode até receber o título de “tijolada”.

Já o “melô” virou a maneira encontrada pelos DJs para renomear músicas estrangeiras. Por exemplo, a música White Witch virou “Melô do Caranguejo” (por causa do refrão que parecia “o caranguejo”).

Lugares e celebrações para curtir o reggae em São Luís

Centro Histórico de São Luís também concentra bares, festas e eventos ligados ao reggae (Foto: Universidade de Brasília/Wikimedia Commons)

Um dos espaços mais conhecidos é o Museu do Reggae Maranhão, considerado o primeiro museu dedicado ao gênero fora da Jamaica.

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Outro ponto importante é a Praça das Mercês, que frequentemente recebe encontros culturais e apresentações musicais.

O Centro Histórico de São Luís também concentra bares, festas e eventos ligados ao reggae.

Entre os principais festivais está o Festival Ilha do Reggae, realizado no final de novembro na Arena Jamaica Brasileira.

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Outro destaque é o Rasta Reggae Festival, realizado em maio e voltado ao reggae roots e à cultura rastafári.

Como chegar a São Luís, no Maranhão

A principal porta de entrada para turistas é o Aeroporto de São Luís – Marechal Cunha Machado (SLZ).

O terminal recebe voos diretos saindo de grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, entre outras.

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Lembre-se de que as passagens costumam ficar mais baratas na baixa temporada, então vale planejar a viagem com antecedência para aproveitar a cidade. 

Além de ser a Capital Nacional do Reggae, São Luís também é conhecida pelos casarões revestidos de azulejos portugueses, pelo conjunto arquitetônico reconhecido como Patrimônio Mundial e por ser a Capital das Festas Juninas no Brasil.