Maior cajueiro do mundo fica no Brasil e custa só R$ 10 para visitar; veja onde

Árvore gigante parece uma pequena floresta e equivale a cerca de 70 cajueiros comuns

Vegetal impressiona por cobrir uma área entre 8.500 e 9.500 metros quadrados

Vegetal impressiona por cobrir uma área entre 8.500 e 9.500 metros quadrados | Divulgação/Idema-RN

Localizado na Praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim, a apenas 20 minutos de Natal, o Cajueiro de Pirangi é um dos destinos turísticos mais fascinantes do Brasil.

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Reconhecido oficialmente pelo Guinness Book em 1994 como a maior árvore frutífera do planeta, o vegetal impressiona por cobrir uma área entre 8.500 e 9.500 metros quadrados, o que equivale a cerca de 70 cajueiros comuns.

O maior cajueiro do mundo tem uma anomalia genética e já chegou a dar 70 mil frutos em apenas um ano. Saiba mais abaixo.

O segredo por trás do tamanho monumental

O que muitos visitantes confundem com uma pequena floresta é, na verdade, uma única árvore. Esse fenômeno ocorre devido a uma anomalia genética que faz com que os galhos cresçam para os lados em vez de para cima.

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Ao tocarem o solo, esses galhos criam novas raízes e se transformam em troncos secundários, expandindo continuamente a copa da árvore, tornando assim ela o maior cajueiro do mundo.

Além desta, o Brasil tem outro recorde sobre plantação e cultivo de frutas: abriga também o maior pomar de jabuticabas do mundo, no interior de Goiás.

Colheita recorde

Enquanto em 1995 a árvore atingiu o recorde de 2,5 toneladas de caju (cerca de 70 mil frutos), em 2024 a colheita foi de aproximadamente 14 mil unidades/Andrepimentasc/Wikimedia Commons

Apesar da grandiosidade, a produção de frutos vem diminuindo com o tempo. Enquanto em 1995 a árvore atingiu o recorde de 2,5 toneladas de caju (cerca de 70 mil frutos), em 2024 a colheita foi de aproximadamente 14 mil unidades, redução atribuída à idade avançada da planta e à urbanização ao redor.

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Origem misteriosa e disputa pelo recorde

Embora estudos recentes indiquem que não há anomalias especiais no solo, a origem exata do cajueiro permanece envolta em teorias. A estimativa é que ele tenha sido plantado em 20 de novembro de 1888. Entre as lendas locais, destacam-se três versões:

  • A do pescador: teria sido plantado por um morador chamado Luís Inácio;
  • A política: teria sido obra de um ex-prefeito de Natal, antigo dono das terras;
  • A natural: uma cutia teria enterrado uma castanha no local, dando origem ao gigante.

Existe também uma disputa com o estado vizinho: no Piauí, o “Cajueiro Rei” possui cerca de 8.800 metros quadrados, mas como o Cajueiro de Pirangi foi o único a passar pela medição oficial do Guinness, ele mantém o título mundial.

Turismo e a polêmica da poda

Ao tocarem o solo, esses galhos criam novas raízes e se transformam em troncos secundários, expandindo continuamente a copa da árvore, tornando assim ela o maior cajueiro do mundo/Jorge Savignon Jorrin/Wikimedia Commons

O impacto econômico do cajueiro é vital para a região, gerando cerca de 1.300 empregos diretos e atraindo uma média de 350 mil visitantes por ano. O local oferece trilhas guiadas a cada 30 minutos, um mirante com vista panorâmica e lojas de artesanato.

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Contudo, o crescimento desenfreado gerou um impasse jurídico. Moradores de casas de veraneio vizinhas conseguiram na justiça o direito à poda de galhos que avançam sobre ruas e imóveis.

A intervenção, orçada em R$ 200 mil, foi adiada do prazo inicial devido ao período de frutificação, enfrentando forte resistência de especialistas e da população local, que temem danos à vitalidade da árvore centenária.

Guia para o visitante

  • Localização: Praia de Pirangi do Norte, Parnamirim/RN (Acesso pela Rota do Sol – RN-063);
  • Funcionamento: diariamente, das 8h às 17h;
  • Ingresso: R$ 10 (valor atualizado no fim de 2025);
  • Estacionamento: média de R$ 10 nos arredores;
  • Dica Extra: além da visita à árvore, o turista pode aproveitar passeios de barco pelos Parrachos de Pirangi, localizados logo em frente ao complexo.