O Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque ocupa uma área oficial de 3.865.188 hectares, o equivalente a cerca de 38 mil Km² de Floresta Amazônica preservada.
Para ter uma dimensão, o território é maior do que países inteiros como a Bélgica (30.689 km²) e o Israel (22.145 km²).
O parque está localizado no norte da Amazônia, abrangendo municípios do Amapá como Calçoene, Laranjal do Jari, Oiapoque, Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio, além da cidade paraense de Almeirim.
A região faz parte do chamado Platô das Guianas, uma formação geológica considerada uma das mais antigas do planeta, com florestas que permanecem praticamente intactas.
Papel na preservação da Amazônia
Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque foi oficialmente criado em 22 de agosto de 2002, por meio do decreto federal (Foto: Reprodução YouTube)O Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque foi oficialmente criado em 22 de agosto de 2002, por meio do Decreto Federal que estabeleceu a área como unidade de conservação de proteção integral.
A decisão teve como objetivo proteger ecossistemas de grande valor ecológico e garantir a conservação da floresta amazônica em uma região de difícil acesso.
Desde então, a unidade se tornou uma referência mundial em preservação ambiental. O parque mantém extensas áreas de floresta primária, com baixo impacto humano e alta diversidade biológica.
Esse cenário permite o desenvolvimento de pesquisas científicas e atividades de educação ambiental.
Outro parque nacional que vem ganhando atenção por causa do tamanho é o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, localizado no estado do Rio de Janeiro, com cerca de 20 mil hectares.
Biodiversidade impressionante
Área protegida abriga uma das maiores concentrações de biodiversidade da Amazônia (Foto: Reprodução YouTube)A área protegida abriga uma das maiores concentrações de biodiversidade da Amazônia.
Segundo o o Ministério do Meio Ambiente, há milhares de espécies de plantas, aves, mamíferos, peixes e répteis que vivem na região.
Entre os animais estão a onça-pintada, o puma, o cuxiú-preto e diversas espécies de aves típicas da floresta tropical, incluindo o uirapuru, que canta apenas 15 dias por ano e faz toda a natureza parar para ouvir.
Sobre a vegetação, algumas árvores chegam a atingir cerca de 80 metros de altura, formando um dossel denso que ajuda a manter o equilíbrio climático e hídrico da região amazônica.
Trilhas, rios e experiências em meio à natureza
Mesmo com acesso controlado, o parque oferece experiências únicas para quem busca contato com a floresta (Foto: Reprodução YouTube)Mesmo com acesso controlado, o parque oferece experiências únicas para quem busca contato com a floresta.
O acesso costuma ocorrer a partir da cidade de Oiapoque ou da comunidade ribeirinha de Vila Brasil.
Entre os percursos conhecidos estão a Trilha do Mirante do Tumucumaque, que leva a um mirante de cerca de 460 metros, e as trilhas que seguem em direção à Montanha do Val, com caminhadas de 3 a 4 horas em áreas de mata preservada.
Por lá também pode ser encontrada a Corredeira do Jenipapo, ponto utilizado para contemplação e atividades em áreas autorizadas.
A navegação pelos rios Rio Oiapoque e Rio Anauerapucu é feita em voadeiras e permite observar árvores de grande porte, aves raras e anfíbios típicos da floresta.
Como o acesso é controlado e as distâncias são longas, a visita normalmente ocorre por meio de expedições com guias credenciados.
Caminho até o parque e regras para visitantes
Principal porta de entrada para o parque é cidade de Serra do Navio, no Amapá (Foto: Reprodução YouTube)A principal porta de entrada para o parque é cidade de Serra do Navio, no Amapá.
Partindo de Macapá, o trajeto pode ser feito pela rodovia federal BR-210, em uma viagem que leva cerca de 200 km e pode durar aproximadamente 5 horas, dependendo das condições da estrada.
Para acessar áreas internas do parque, geralmente é necessário utilizar transporte fluvial pelos rios da região, como o Rio Amapari.
A visitação depende de autorização prévia e deve seguir normas específicas de conservação ambiental.
É proibido retirar plantas, animais ou qualquer material natural, além de deixar resíduos na área, conforme o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Durante a seca, especificamente de agosto a novembro, o parque fica mais fácil de ser visitado. Nesse período, o clima é mais seco, facilitando o acesso às trilhas e a observação da fauna, enquanto o nível dos rios reduz, revelando praias de água doce.









