Com 3.776 metros de altura, o Monte Fuji é o principal cartão-postal do Japão e um dos ícones naturais mais reconhecidos do mundo.
Em 2013, foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO, não apenas por sua beleza, mas também por seu profundo valor cultural e espiritual.
O Fuji carrega uma dualidade marcante: ao mesmo tempo em que simboliza tradição, contemplação e harmonia com a natureza, também enfrenta os impactos do turismo em larga escala.
Embora seja um vulcão ativo, permanece adormecido desde sua última erupção, em 1707, e atrai centenas de milhares de visitantes todos os anos. Muitos buscam uma experiência quase espiritual; outros, a fotografia perfeita.
Durante séculos, escalar o Fuji era um ato religioso. Peregrinos percorriam suas trilhas como forma de purificação espiritual, em práticas ligadas ao xintoísmo e ao budismo.
Hoje, o cenário mudou. Na temporada oficial de escalada, entre julho e setembro, multidões enfrentam filas, muitas vezes durante a madrugada, para assistir ao goraikō, o nascer do sol visto do topo.
Mesmo com medidas de controle, cerca de 178 mil pessoas chegaram a escalar a montanha em uma única temporada recente, evidenciando a crescente pressão sobre o local.
Esse aumento acompanha o crescimento do turismo no Japão, que tem recebido cada vez mais brasileiros. Em 2024, foram mais de 85 mil visitantes, e 2025 registrou um novo recorde, com mais de 100 mil turistas brasileiros.
O desafio atual é preservar a essência espiritual e cultural do Fuji em meio à sua transformação em um produto turístico global.
Uma imagem conhecida no mundo inteiro
Uma das cenas mais icônicas do Japão mostra a pagoda vermelha emoldurada por cerejeiras, com o Monte Fuji ao fundo. O cenário, quase irreal, pode ser visto no Santuário Arakura Fuji Sengen, na cidade de Fujiyoshida.
Para chegar ao famoso mirante onde está a Pagoda Chureito, é preciso subir cerca de 400 degraus. A caminhada, que dura em média 20 minutos, faz parte da experiência. Ao longo do percurso, pausas revelam diferentes ângulos da paisagem, criando uma expectativa que se completa apenas no topo.
Construída em 1963 como um memorial à paz, a pagoda de cinco andares rapidamente se consolidou como um dos símbolos visuais mais fortes do Japão contemporâneo.
Mais do que uma formação geográfica, o Fuji é um símbolo espiritual. Considerado sagrado há séculos, segue como destino de peregrinação e fonte de inspiração artística, presente em pinturas, poemas e fotografias que atravessam gerações.
Para muitos brasileiros que visitam o Japão, o local está entre os pontos imperdíveis. No fim da subida até o memorial, diante de uma vista que já estampou capas de revistas e campanhas turísticas, fica a sensação de que o esforço valeu a pena, não só pela imagem registrada, mas pela experiência vivida.
Para chegar ao Monte Fuji, há várias opções de transporte saindo de Tóquio, e o trajeto leva por volta de 2 a 3 horas, dependendo do trânsito. Há ônibus direto saindo do terminal de Shinjuku, além de trem expresso ou carro alugado. Qualquer uma das escolhas proporciona uma experiência incrível.”





