Em A Nobreza do Amor, a história se divide entre dois palcos principais. De um lado está Batanga, o reino africano em que a trama começa. Do outro, Barro Preto, cidade do interior do Rio Grande do Norte (RN) que abriga o núcleo brasileiro da novela.
Ambas as cidades são fictícias, assim como a cidade de Bom Retiro da novela das sete, mas cada uma utiliza uma face do próprio Brasil para criar as suas narrativas. Locações das gravações se estendem desde fortalezas medievais cariocas até metrópoles no RN.
Barro Preto
Barro Preto foi concebida como uma cidade cercada por falésias, em um ponto onde mar e sertão se encontram. Segundo a Globo, o lugar foi construído a partir de referências arquitetônicas de diferentes épocas do Nordeste e funciona como um espaço em que a vida gira em torno da praça central.
No Rio Grande do Norte, a novela espalhou suas gravações por paisagens que ajudam a sustentar visualmente Barro Preto. Entre os principais cenários estão o Parque Nacional da Furna Feia, complementado pelas Dunas do Rosado, o Maracajaú e a Barreira do Inferno.
Apesar de não explorado na novela, Furna Feia tem um forte apelo para o turismo em cavernas (Foto: Juan Carlos Vargas Mena / Wikimedia Commons)Além de paisagens naturais, as gravações passaram por várias cidades potiguares, como Areia Branca, Porto do Mangue, Mossoró, Parnamirim, Tibau do Sul e a capital, Natal.
A Furna Feia, unidade de conservação da Caatinga com 8.517,63 hectares, oferece um cenário mais árido e interiorano. Já as Dunas do Rosado, entre Areia Branca e Porto do Mangue, aparecem como uma paisagem de dunas multicoloridas que o turismo potiguar descreve como uma das mais marcantes do estado.
Registro da Área de Proteção Ambiental das Dunas do Rosado (Foto: Estúdio Anderson Mello / Wikimedia Commons)Maracajaú e a Barreira do Inferno completam esse mosaico com imagens de litoral e falésia. Os Parrachos de Maracajaú ficam a cerca de 5 km da praia e se estendem por 9 km, enquanto o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, em Parnamirim, é um dos marcos históricos da atividade espacial brasileira.
Batanga
Batanga é o reino africano fictício onde a história começa. A estética dele foi criada a partir de referências históricas, culturais e visuais de países africanos, com três ideias centrais na cenografia: mercado, ancestralidade e comunidade. O grande símbolo desse espaço é o baobá, tratado pela equipe de arte como um elemento sagrado e de resistência.
O baobá é um forte símbolo em regiões da África Subsaariana, fornecendo alimento (fruto mucua, folhas), medicina, abrigo e água em zonas secas, além de ser o centro de tradições orais e decisões comunitárias (Foto: Dr. Ondřej Havelka / Wikimedia Commons)A cidade ganhou corpo de duas formas. A principal delas está nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, onde a produção montou uma cidade cenográfica de 974 metros quadrados criada exclusivamente para a novela.
Entre as locações reais mais destacadas está a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói. Foi ali que a equipe gravou as primeiras cenas de Batanga, incluindo momentos decisivos como a coroação de Cayman e Niara, a apresentação da princesa Alika e o golpe que muda os rumos do reino.
Fortaleza, cujas origens remontam a 1555, foi decisiva na história do Rio de Janeiro, atuando como um baluarte das forças nacionais contra as tentativas de invasões holandesas ocorridas em 1624 (Foto: Diego Baravelli / Wikimedia Commons)





