Bem no meio da Avenida Paulista, o cartão-postal da cidade de São Paulo, há um cenário totalmente diferente dos prédios altos e do trânsito intenso de carros tão conhecidos.
Trata-se do Parque Tenente Siqueira Campos, conhecido como Parque Trianon, que preserva um dos principais remanescentes de Mata Atlântica da cidade e oferece um ambiente silencioso para caminhadas, descanso e contato com a natureza.
Com quase 50 mil metros quadrados de área verde, o parque tem árvores centenárias, espécies nativas e exóticas, animais silvestres e mais de 30 espécies de aves.
O que fazer no Parque Trianon
Os visitantes encontram trilhas pavimentadas com pedras portuguesas, ideais para caminhadas leves e corridas.
A vegetação abundante proporciona sombra durante quase todo o percurso, tornando o passeio agradável em qualquer época do ano.
Além disso, o parque possui playground, aparelhos de ginástica, sanitários, rampas de acessibilidade e a Trilha do Fauno, batizada em homenagem à escultura criada por Victor Brecheret.
Entre as obras espalhadas pelo espaço também estão “Aretusa”, de Francisco Leopoldo Silva, e o Monumento ao Anhanguera, de Luigi Brizzolara.
Outra opção são as atividades gratuitas organizadas pela administração do parque, como desfile, aulas de yoga, rádio taissô, lian gong, além de recreação infantil e contação de histórias. Todas elas são divulgadas com antecedência pelo perfil do Instagram responsável pelo espaço (@parquesdapaulista).
História do Parque Trianon
Segundo a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, o Parque Trianon foi inaugurado em abril de 1892 e recebeu esse nome por causa do Belvedere Trianon, construído em 1916 no terreno onde atualmente funciona o Museu de Arte de São Paulo (MASP).
Em 1931, passou a se chamar oficialmente Parque Tenente Siqueira Campos, em homenagem ao militar que participou do Movimento Tenentista de 1924.
O projeto paisagístico teve participação do francês Paul Villon e do inglês Barry Parker. Ao longo das décadas de 1920 e 1930, o parque tornou-se ponto de encontro da elite e de intelectuais paulistanos, mantendo até hoje características que preservam essa herança cultural.
Além da importância histórica, o espaço protege árvores centenárias remanescentes da Mata Atlântica. Espécies como andá-açu, araribá, cabreúva, bico-de-pato e canela-poca fazem parte da vegetação que resistiu ao crescimento urbano da cidade.
Como chegar ao Parque Trianon
O Parque Trianon fica na Rua Peixoto Gomide, 949, no Jardim Paulista, em frente ao MASP. A estação Trianon-Masp da Linha 2-Verde do Metrô fica a menos de 200 metros da entrada principal, oferecendo o acesso mais rápido ao local.
Diversas linhas de ônibus que circulam pela Avenida Paulista também param no ponto Avenida Paulista 1539, praticamente em frente ao parque.
O funcionamento é diário, das 6h às 18h. Não há lanchonete no interior do espaço, mas a região oferece diversas opções de cafés, restaurantes e lojas para quem pretende estender o passeio após a visita.
Quem visita o local pode levar cães, desde que utilizem guia, mas animais de grande porte ou considerados bravios devem usar focinheira.






