Refúgio a 1.200 metros de altitude abriga apenas um morador e é conhecida como a ‘Aldeia dos Hobbits’

Val de Poldros encanta visitantes com suas místicas construções de granito e um restaurante famoso que não oferece cardápio fixo na Serra da Peneda

Val de Poldros, Portugal

Localizada a 1.200 metros de altitude, a localidade de Val de Poldros atrai curiosos que buscam paisagens dignas de cinema e uma culinária autêntica/Joseolgon/Wikimedia Commons

No topo da Serra da Peneda, em Portugal, um pequeno agrupamento de construções de granito resiste ao tempo e ao isolamento.

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Localizada a 1.200 metros de altitude, a localidade de Val de Poldros atrai curiosos que buscam paisagens dignas de cinema e uma culinária autêntica.

Embora o lugar pareça abandonado durante boa parte do ano, a persistência de um único habitante mantém a chama da região acesa.

O mistério das ‘brandas’ do Alto Minho

Diferente das aldeias convencionais, Val de Poldros nasceu como uma branda. Os pastores do Alto Minho criaram este sistema secular para aproveitar os pastos de altitude durante a primavera e o verão.

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Quando o frio chegava, as famílias desciam com o gado para as “inverneiras”, localizadas em áreas mais baixas e protegidas.

Portanto, as cardenhas — pequenas casas de pedra empilhada sem argamassa — serviam apenas como abrigo temporário. Por esse motivo, o povoado nunca possuiu moradores permanentes até tempos recentes.

‘Aldeia dos Hobbits’ portuguesa

Atualmente, os turistas apelidaram o local de “Aldeia dos Hobbits”. As construções baixas, com janelas minúsculas e telhados que se fundem ao granito da serra, lembram imediatamente os cenários da saga “O Senhor dos Anéis”.

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Além da estética fascinante, a Câmara Municipal de Monção já reconhece o valor patrimonial desse conjunto arquitetônico. Inclusive, um processo de salvaguarda protege as estruturas para garantir que as futuras gerações conheçam essa tradição pastoril.

Restaurante sem menu do Sr. Fernando

O renascimento turístico de Val de Poldros deve muito a Fernando Gonçalves. Após anos trabalhando em Andorra (que possui um carro “popular” muito curioso), ele retornou em 2004 para se tornar o único morador fixo do local. Para combater a solidão e preservar a terra, Fernando inaugurou um restaurante que leva o nome da aldeia.

Nesse estabelecimento, a experiência gastronômica foge do comum, pois não existe menu fixo. O proprietário serve o que a estação oferece e o que ele decide cozinhar no dia.

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Frequentemente, os clientes saboreiam o costelão na brasa, cabrito ou bacalhau. Contudo, recomenda-se que o visitante realize uma reserva antes de encarar a estrada estreita até o topo.

Quando planejar sua visita

Para aproveitar o melhor de Val de Poldros, o viajante deve observar o calendário. O verão (junho a agosto) oferece as temperaturas mais agradáveis, entre 14°C e 28°C, sendo a época ideal para caminhadas.

É neste período, especificamente em junho, que centenas de pessoas sobem a serra para a Festa de Santo António, que inclui a tradicional bênção do gado e corridas de cavalos.

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Por outro lado, quem prefere o silêncio absoluto e a beleza das cores quentes encontra no outono uma excelente oportunidade.

Já o inverno exige cautela máxima: as temperaturas caem drasticamente e a neve frequentemente cobre as cardenhas, dificultando o acesso, mas transformando a aldeia em um cenário de conto de fadas.

Como chegar

Para quem parte de São Paulo com destino a Val de Poldros, no norte de Portugal, o caminho mais prático começa com um voo internacional até o Porto. A partir da cidade portuguesa, o trajeto continua por estrada até a pequena aldeia localizada na Serra da Peneda, no concelho de Monção.

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Depois de desembarcar em Portugal, a alternativa mais conveniente para seguir até Val de Poldros é alugar um carro. A distância entre o aeroporto do Porto e Monção é de aproximadamente 130 quilômetros, em um percurso que leva cerca de 1h30, dependendo do trânsito e da rota escolhida.