Como a Bélgica virou o 2º maior exportador de chocolate do mundo sem cultivar um único grão de cacau
País não tem clima para cultivar cacau, mas construiu uma tradição centenária baseada em técnicas de produção, regras rígidas de qualidade e inovação
O Dia Mundial do Chocolate marca simbolicamente a chegada do cacau à Europa, em 1550, quando o alimento começou a conquistar espaço entre a nobreza do continente. Continua após a publicidade. Foto: Thaler Tamas/Wikimedia Commons
A Bélgica é a segunda maior exportadora de chocolate do planeta? Segundo o Observatory of Economic Complexity (OEC), o país vendeu US$ 4,97 bilhões em chocolates ao exterior em 2024, ficando atrás apenas da Alemanha, que exportou US$ 6,94 bilhões. Foto: Pexels/Alleksana
A quantidade seria compreensível se na Bélgica existisse uma única plantação de cacau, o que não é possível devido às condições climáticas da região. Foto: Pexels/Taha Samet Arslan
De acordo com a International Cocoa Organization (ICCO), o cacaueiro só consegue crescer em regiões localizadas até 20 graus ao norte ou ao sul da Linha do Equador, onde há calor constante, muita umidade e pouca variação de temperatura. Foto: Pexels/Jonathan Borba
Como a Bélgica tem clima temperado e invernos rigorosos, produzir cacau em seu território é biologicamente inviável. Foto: Pexels/Evandro Paula Alves
Em vez de investir no cultivo, o país passou a concentrar seus esforços no processamento dos grãos, aperfeiçoando técnicas que, ao longo dos séculos, se tornaram sua principal marca. Foto: Pexels/Tarazevich