Repelente atrai mosquito? Estudo acende alerta para quem vai viajar
Pesquisadores descobrem que mosquitos podem associar o cheiro do DEET a "banquetes". Entenda o risco e como se proteger no verão
A cena é clássica de qualquer viagem de férias ou fim de semana no campo: basta o sol começar a se pôr para o “zum-zum-zum” dos mosquitos anunciar que a temporada de caça começou
Instintivamente, a primeira reação de quase todo mundo é pegar o frasco de repelente e se cobrir com uma nuvem de spray protetor.
Mas e se aquele aroma característico que você usa para espantar os insetos estivesse, na verdade, servindo como um convite para o jantar?
Um estudo recente publicado no renomado Journal of Experimental Biology acendeu um alerta inesperado entre cientistas e viajantes.
Em testes de laboratório, pesquisadores demonstraram que os mosquitos possuem uma capacidade surpreendente de aprendizado e podem passar a ver o principal componente dos repelentes mais famosos do mercado como um sinal de que o banquete está servido.
O grande vilão (ou herói incompreendido) dessa história é o DEET, o ingrediente ativo mais utilizado no mundo para formular sprays contra insetos.
Até então, o consenso científico era de que o composto funcionava de forma puramente química: ou ele era tóxico e desagradável o suficiente para forçar o recuo do inseto, ou simplesmente bloqueava os receptores que os mosquitos usam para farejar o calor e o suor humano.