Arlindo Cruz morre aos 66 anos no Rio após anos de luta contra AVC

Cantor sofreu um acidente vascular cerebral hemorrágico em 2017

Arlindo Cruz sofria com sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) desde 2017

Arlindo Cruz sofria com sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) desde 2017 | Bruno Poletti/Folhapress

O cantor e compositor Arlindo Cruz morreu, aos 66 anos, nesta sexta-feira (8/8) no Rio de Janeiro, após anos de luta contra as sequelas de um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido em 2017.

A morte foi divulgada pela mulher do artista, Babi Cruz. Ainda não há informações sobre o sepultamento do cantor.

Em abril deste ano, o sambista foi internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do hospital Barra D’Or, na zona oeste. Na ocasião, o motivo da internação foi água na pleura, também conhecida como derrame pleural.

Após 50 dias internado, o cantor teve alta no dia 18 de junho, quando passou a receber cuidados home care.

Carreira

Durante a carreira, Arlindo Cruz cantou com Candeia, Jorge Aragão, Beth Carvalho, Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Sombrinha e mais.

A roda de samba do Cacique de Ramos e Fundo de Quintal fizeram parte de seu “currículo”, mas foi no Fundo de Quintal que Arlindo teve mais destaque.

O artista entrou no grupo com a missão de substituir Jorge Aragão e, não só o fez, como ficou por 12 anos.

Além de cantor, Arlindo era compositor. “Bagaço de Laranja” (Zeca Pagodinho), “Jiló com Pimenta” (Beth Carvalho) e “Novo Amor” (Alcione) são três das mais de 550 músicas escritas por Arlindo e interpretadas por outros artistas, segundo o site oficial do cantor.

Escolas de Samba

Nos anos 1990, Arlindo se dedicou aos sambas enredos da Império Serrano, sua escola de coração, que o homenageou em desfile em 2023.

Pela escola, Arlindo foi vitorioso em 1996, 1999, 2001, 2003, 2006 e 2007. Em 2008, o artista saiu do Império Serrano e escreveu o samba enredo da Grande Rio, chamado “Do Verde de Coarí Vem Meu Gás, Sapucaí!”.