A Copa do Mundo de 2026 pode gerar o consumo adicional de cerca de 1 bilhão de copos de cerveja de 500 ml em todo o mundo, segundo estimativas de analistas da consultoria financeira Jefferies, publicadas pelo jornal britânico Financial Times.
O torneio, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México, deve representar um importante impulso para a indústria cervejeira, que enfrenta desafios como custos elevados, demanda enfraquecida e mudanças nos hábitos de consumo.
De acordo com o levantamento, o volume extra de vendas durante os 39 dias de competição equivale a um aumento de aproximadamente 3% no consumo de cerveja no período.
A projeção foi calculada com base em dados de Copas anteriores e considera o novo formato do Mundial, que terá 48 seleções e 104 partidas, tornando-se a maior edição da história da competição.
Além disso, as partidas envolvendo seleções das Américas e da Europa foram agendadas, em sua maioria, para coincidir com os horários de maior consumo de bebidas, entre 17h e 23h. Juntas, essas regiões representam cerca de 55% do consumo global de cerveja, além de concentrarem países-sede e algumas das principais favoritas ao título.
Aumento das vendas
Segundo o Financial Times, analistas estimam que a Copa possa elevar entre 0,2% e 0,3% os volumes globais de vendas de cerveja ao longo de 2026. A principal beneficiada seria a AB InBev, dona de marcas como Budweiser, Corona e Stella Artois e patrocinadora oficial do torneio. Na América Latina, a companhia atua por meio da Ambev.
Apesar da expectativa positiva para o Mundial, o setor continua enfrentando dificuldades estruturais. Dados da consultoria IWSR, citados pela publicação, apontam que as vendas globais de cerveja recuaram 1% em 2025, impactadas principalmente pela desaceleração do consumo em mercados importantes, como os Estados Unidos e o Brasil.
Diante desse cenário, grandes cervejarias têm ampliado investimentos em produtos sem álcool, bebidas premium e ações ligadas ao entretenimento e aos eventos esportivos. Para as empresas do setor, a Copa de 2026 surge como uma oportunidade estratégica para impulsionar as vendas e reforçar a conexão das marcas com os consumidores.
