Educação nas escolas é a chave para reduzir mortes no trânsito

Especialistas defendem que a solução passa também pela inclusão da educação sobre trânsito no ambiente escolar

Para o Detran-SP, para reduzir as mortes demandas precisam virar política pública

Para o Detran-SP, para reduzir as mortes demandas precisam virar política pública | Divulgação/PMSP

O trânsito ainda é uma das principais causas de morte no Brasil, especialmente entre jovens de 5 a 29 anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Em 2024, o país registrou mais de 30 mil óbitos em ruas e rodovias. Especialistas defendem que a solução passa não apenas por mudanças na infraestrutura urbana, mas pela inclusão da educação viária no ambiente escolar.

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“Precisamos transformar esse diagnóstico terrível em política pública”, afirma Roberta Montovani, Diretora de Segurança Viária no Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP.

Educação como ponte

Segundo Roberta, campanhas educativas já alcançaram 350 municípios paulistas em 2024, mas o desafio é ampliar o alcance e formar novas gerações conscientes.

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“Esse enfrentamento não se resolve em um ano. É uma estratégia de longo prazo, que exige integração entre escolas, prefeituras e órgãos de trânsito”, completa.

Para Rafaella Basile, coordenadora de mobilidade e segurança viária, a educação deve caminhar junto com a infraestrutura.

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“É impossível fiscalizar cada trecho de rua ou cruzamento. O desenho das vias orienta o comportamento seguro, mas é a educação que prepara o cidadão para respeitar essas regras desde cedo”, diz.

De acordo com especialistas, a educação viária deve integrar a grade escolar como disciplina transversal, abordando desde noções básicas de segurança para pedestres até o uso responsável de bicicletas, transporte público e, futuramente, veículos.

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“É uma mudança de paradigma. Quando a população entende, desde cedo, que o pedestre vem em primeiro lugar na pirâmide da mobilidade, conseguimos criar um trânsito mais humano e menos letal”, conclui Rafaella.

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Além disso, outras medidas podem ser tomadas. Especialistas defendem que realizar reformas estruturais no desenho das vias urbanas também podem reduzir riscos de mortes no trânsito

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Ações já realizadas

A Gazeta entrou em contato com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) que informou que em parceria com o Detran-SP, está desenvolvendo um projeto-piloto em escolas da rede estadual com foco em segurança viária.

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De acordo com a secretaria, o tema já está previsto no Currículo Paulista de forma transversal e será trabalhado dentro do eixo “Educação” do Plano Estadual de Segurança Viária, apresentado hoje pelo Detran. 

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A Seduc-SP também reiterou que o Detran-SP já realizou atividades em algumas unidades e seguirá expandindo a ação para outras escolas. A próxima participação confirmada é na Escola Estadual Professor Armando Gonçalves – PEI, no sábado (20/9) e no dia 30/9. Outras unidades no Estado, ainda terão as datas confirmadas.

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A reportagem também falou com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que informou que já existem vertentes educacionais sobre o trânsito em São Paulo.

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Iniciativas gratuitas

O Centro de Treinamento e Educação de Trânsito (CETET) oferece cursos gratuitos, presenciais e a distância, voltados a diferentes públicos. Há atividade para alunos do ensino básico, especialmente crianças e adolescentes de 4 a 17 anos, com ênfase na segurança do pedestre e na responsabilidade do futuro motorista.

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Além disso, são promovidos cursos para a capacitação de profissionais da Educação Infantil, do Ensino Fundamental II e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), com o objetivo de formar agentes multiplicadores em educação para o trânsito.

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A CET também informou que há 15 anos o Prêmio CET mobiliza a sociedade paulistana a refletir sobre segurança viária, reunindo estudantes da Educação Infantil ao Ensino Superior e seus educadores. 

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Como parte das ações do movimento Maio Amarelo, o programa “Na Pista Certa” ensina crianças sobre as regras de trânsito de forma lúdica, utilizando teatro de fantoches e uma cidade cenográfica com vias sinalizadas, bicicletas e triciclos.

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Outra iniciativa são as mini cidades, espaços lúdicos e itinerantes que reproduzem elementos de uma cidade em escala reduzida. Neles, alunos da Educação Infantil, a partir dos 3 anos, e do Ensino Fundamental, até 12 anos, participam de aulas práticas que estimulam hábitos e comportamentos para uma mobilidade segura.