Gigante italiana planeja um novo carro por ano no Brasil até 2030

Fiat celebra 50 anos no País e anuncia seu compromisso de fazer um lançamento por ano até 2030

Inauguração da unidade de Betim marca data do início de atividades da Fiat no mercado brasileiro

Inauguração da unidade de Betim marca data do início de atividades da Fiat no mercado brasileiro | Divulgação

A Fiat acaba de dar o “start” às comemorações de seus 50 anos no Brasil. A data precisa do início de atividades da Fiat no mercado brasileiro é 9 de julho de 1976, com a inauguração da unidade de Betim, chamada atualmente de Polo Automotivo Stellantis de Betim, em Minas Gerais, uma das maiores fábricas de veículos do planeta.

A chegada da Fiat ao mercado brasileiro foi também marcada com a introdução do pequeno 147 (inspirado no italiano 127, introduzido na Europa em 1971), um carro acessível e com bom espaço interno apesar de seu tamanho.

Como parte do início das comemorações de cinco décadas no Brasil, a Fiat, agora pertencente ao conglomerado Stellantis, anuncia seu compromisso de fazer um lançamento por ano até 2030.

“Temos muito orgulho da história construída pela Fiat do país. Nosso legado e a liderança de mercado reflete o posicionamento como uma marca inovadora e pioneira. Nos próximos anos, teremos uma transformação com a oferta de novas tecnologias e novos modelos”, explicou Frederico Battaglia, vice-presidente das marcas Fiat e Abarth para a América do Sul.

Os lançamentos anunciados pela Fiat fazem parte da estratégia comunicada pela Stellantis em 2024 com o ciclo de investimento de R$ 32 bilhões para viabilizar a chegada de 40 novos produtos e reestilizações entre todas suas marcas até 2030.

Fazem parte da Stellantis a italiana Fiat, as norte-americanas Jeep e Ram, as francesas Peugeot e Citroën e, mais recentemente, a chinesa Leapmotor, de veículos 100% elétricos.

O primeiro lançamento da Fiat será o Grande Panda, que deve estrear no próximo ano, produzido em Betim. O modelo italiano poderá receber o nome de “Uno” ou “Grande Uno”, repetindo, assim, o que já ocorrera com a segunda geração do Uno no Brasil, uma cópia estética fiel do Panda de terceira geração vendido na Itália.

Outra possibilidade seria manter o nome “Argo” do hatch vendido atualmente. O futuro Panda “brasileiro” pode ser equipado com o motor 1.0 Firefly de 75 cavalos na versão de entrada, e nas mais caras com o turbo T200 da Stellantis e com a tecnologia Bio-Hybrid, já utilizada nos Fiat Pulse e Fastback e nos Peugeot 208 e 2008.

A nova investida da Fiat deve trazer também a segunda geração da picape intermediária Toro, com base na plataforma STLA Medium, e a terceira geração da picape compacta Strada (líder de vendas há mais de quatro anos no Brasil), que seria fabricada sobre a plataforma STLA Small.

A mesma base também deve dar origem ao novo Fastback e a um SUV inédito de até sete lugares que pode substituir o Pulse. 

Inspiração de sempre

Na Europa, o Grande Panda está disponível em quatro versões, a Pop, a Icon, a La Prima e a Business, e com as três tecnologias mais utilizadas na indústria automotiva.

Com 3,99 metros de comprimento, 1,76 metro de largura, 1,57 metro de altura, 2,54 metros de entre-eixos e 361 litros de capacidade no porta-malas, o Grande Panda se posiciona como um SUV compacto, compartilhando a plataforma modular CMP da Stellantis com o Citroën C3.

A variante tradicional do Grande Panda italiano tem propulsor 1.2 turbo de três cilindros com 100 cavalos de potência e 20,9 kgfm de torque, combinado ao câmbio manual de 6 marchas.

A híbrida tem 110 cavalos associada a uma bateria de íons de lítio de 48 volts e à transmissão eletrificada de dupla embreagem (eDCT). Já a 100% elétrica tem bateria de 44 kWh e motor de 83 kW (113 cavalos).

A configuração Pop tem acabamento básico, com foco na praticidade, painel de instrumentos digital de 10 polegadas, suporte para smartphone e pacote de segurança com seis airbags, assistente de manutenção de faixa, frenagem automática de emergência, detecção de fadiga do motorista e sensores de estacionamento traseiros.

A Icon adiciona faróis full-leds e tela sensível ao toque de 10,25 polegadas com espelhamento de smartphone sem fio.

A “top” La Prima oferece rodas de liga leve de 17 polegadas, volante revestido, painel de instrumentos em material reciclado, ar-condicionado automático, navegação integrada, sensores de estacionamento dianteiros e câmara de ré. Com base na Icon, a Business é concebida para profissionais e frotas.

O Grande Panda tem sete opções de cores: Vermelho Passione, Branco Gelato, Azul Água, Azul Lago, Amarelo Limone, Preto Cinema e Bronze Luna.

Inspirado no espírito do Panda original da década de 80, o Grande Panda tem proporções arrojadas, linhas elegantes e elementos de estilo distinto.

De acordo com a Fiat, a cabine é centrada nas pessoas, oferecendo bom espaço e tecnologias intuitivas projetadas para o dia a dia. Na Itália, o Grande Panda 1.2 Pop pode ser encomendado pelo preço de lançamento de 14.950 euros (cerca de 93 mil).