Projeto prevê direito gratuito em voos e deixa passageiros de olho nas reservas

Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe as empresas aéreas de cobrarem adicional pela marcação de assento padrão

Medida foi incluída no projeto que já garantia a gratuidade da bagagem de mão, ampliando os direitos dos passageiros

Medida foi incluída no projeto que já garantia a gratuidade da bagagem de mão, ampliando os direitos dos passageiros | JC Gellidon/Unsplash

A Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (28/10), um projeto de lei que proíbe as empresas aéreas de cobrarem adicional pela marcação de assento padrão.

O projeto é válido para voos domésticos e internacionais operados em território nacional. Agora, a proposta será levada ao Senado para análise.

Aprovada com 426 votos a favor e 17 contra, a medida consta de emenda do deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA).

 

Essa medida foi incluída no projeto que já garantia a gratuidade da bagagem de mão, ampliando os direitos dos passageiros.

O que é assento padrão

O assento padrão é aquele que não faz parte de espaços reservados para poltronas com maior conforto para as pernas (como saídas de emergência) ou em cabines premium.

A marcação gratuita do assento padrão poderá ocorrer no momento do check-in, ou antes.

Para Lara Carneiro (PSD-RJ) é um absurdo ter de pagar pela marcação do assento, sendo que faz parte do direito do consumidor na compra da passagem.

“Daqui a pouco vamos chegar no avião e teremos de pagar pela água ou pelo banheiro”, criticou a deputada, ao se referir às cobranças extras nas companhias aéreas.

Atendimento especial

Além disso, as companhias aéreas deverão oferecer assistência adequada a passageiros com necessidades especiais, conforme as normas técnicas e operacionais da Anac.

Nesses casos, as empresas serão obrigadas a oferecer, sem custo adicional, até dois assentos extras, quando forem indispensáveis para a acomodação do passageiro, de seus equipamentos médicos ou de ajudas técnicas necessárias ao transporte aéreo.