O Porto de São Sebastião, no litoral de São Paulo, é considerado um dos portos mais estratégicos do País devido à sua profundidade e à capacidade de atracação de navios de grande porte. Nesta sexta-feira (31/10), o terminal conclui a dragagem de manutenção do seu principal berço de atracação.
O serviço foi conduzido pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), estatal vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado (Semil). O objetivo da intervenção foi restabelecer as profundidades operacionais e garantir maior segurança à navegação.
Esta é considerada uma das intervenções mais relevantes para o terminal nos últimos anos. Em julho, o governo de São Paulo confirmou um investimento de mais de R$ 55 milhões na expansão do Porto de São Sebastião.
Maior canal de acesso
O canal de acesso do Porto de São Sebastião atinge até 25 metros de profundidade, tornando-o um dos maiores do País. Por isso, o terminal é estratégico para o escoamento de cargas no litoral paulista. O assoreamento natural da área, causado por chuvas, ventos e correntes marítimas, exige dragagens periódicas. A última havia sido feita em 2022.
Nesta etapa, foram retirados cerca de 60 mil metros cúbicos de sedimentos. Uma nova batimetria será realizada nos próximos dias para confirmar a profundidade de projeto de 10 metros na bacia de manobra e no berço 101, principal ponto de atracação de navios.
As obras duraram cerca de cinco meses, com 45 dias de dragagem efetiva autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Um dos principais cuidados durante a operação foi com a Baía do Araçá, área de manguezal próxima ao porto, que recebeu monitoramento ambiental contínuo para evitar a dispersão de sedimentos. Também foram realizados estudos de perfil praial, que avaliam o relevo e as características da faixa de areia e fundo marinho próximas à costa.
O encerramento da obra ocorre em meio a um período de crescimento para o terminal. Entre janeiro e setembro deste ano, o Porto de São Sebastião movimentou 1,127 milhão de toneladas, com destaque para cargas de açúcar, malte, cevada, barrilha, coque e silicato de vidro.
