Com a chegada do calor e o aumento das chuvas, o número de escorpiões em áreas urbanas tem crescido em Guarulhos e outras cidades da Grande São Paulo.
Esses animais preferem locais úmidos, escuros e de fácil abrigo, aparecem com mais frequência nesta época do ano e exigem atenção redobrada dos moradores, pois se escondem em cantos pouco visíveis e representam perigo dentro de casa.
Segundo dados do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em 2024 foram registradas 17 solicitações de captura de escorpiões em locais de avistamento, o que corresponde a 65% do total registrado em janeiro do mesmo ano.
No mesmo período, houve uma ocorrência de picada confirmada, número que representa 25% do total de acidentes com animais peçonhentos registrados na cidade.
O levantamento mostra que os meses quentes e chuvosos favorecem a reprodução e dispersão desses aracnídeos, especialmente em áreas com entulho, lixo doméstico e restos de madeira, que servem de abrigo e alimento.
Espécies mais comuns e onde elas se escondem
No Brasil, as espécies mais perigosas pertencem ao gênero Tityus. Em Guarulhos, os principais são o Tityus serrulatus (escorpião-amarelo) e o Tityus bahiensis (escorpião-marrom).
Esses animais se abrigam em ralos, caixas de esgoto, pilhas de entulho, restos de construção, móveis antigos e até sapatos. Por isso, a recomendação é manter quintais e jardins limpos, tampar ralos e evitar o acúmulo de materiais em desuso.
O que fazer em caso de picada
Em caso de picada de escorpião, a orientação é buscar atendimento médico imediato.
O tratamento é gratuito e feito com soro antiescorpiônico, disponível nos pontos estratégicos da cidade:
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Adultos: Hospital Municipal de Urgência (HMU) – Av. Tiradentes, 3392, Jardim Bom Clima
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Crianças e adolescentes: Hospital Municipal da Criança e do Adolescente (HMCA) – Rua José Maurício, 191, Centro
Dúvidas ou solicitações de visita técnica podem ser feitas pelo telefone (11) 2436-3666.
Enquanto aguarda atendimento, é possível lavar o local com água e sabão e aplicar compressas mornas, desde que isso não atrase a ida ao hospital.
Se possível, o animal deve ser capturado com segurança e levado para identificação, o que ajuda no diagnóstico e no tipo de soro a ser aplicado.
Em crianças menores de 10 anos, a recomendação é procurar atendimento imediato, podendo acionar o SAMU (192) em casos de urgência.
O que não fazer
Os especialistas alertam que medidas caseiras podem agravar o quadro:
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Não faça torniquete, cortes, queimaduras ou sucção no local da picada.
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Não aplique folhas, terra, pó de café ou álcool.
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Não use gelo nem consuma bebidas alcoólicas após o acidente.
Como prevenir
O controle desses animais depende principalmente do manejo ambiental, ou seja, da eliminação de locais que favorecem seu abrigo e alimentação.
A Prefeitura de Guarulhos, por meio do CCZ, realiza ações educativas, inspeções técnicas e mapeamento de áreas de risco.
Principais recomendações:
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Mantenha lixos bem fechados para evitar baratas e outros insetos, que servem de alimento aos escorpiões.
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Evite acúmulo de entulhos, folhas e materiais de construção.
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Instale telas em ralos e janelas, e use soleiras nas portas.
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Afaste camas e berços das paredes e evite que lençóis e mosquiteiros encostem no chão.
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Realize limpeza periódica de quintais e jardins.
O programa de Vigilância e Controle ao Escorpionismo atua em várias frentes:
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Notificação de casos pelo sistema SISAWEB
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Monitoramento de áreas de risco e inspeções técnicas
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Busca ativa e captura em imóveis e áreas públicas
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Identificação das espécies e emissão de laudos
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Capacitação de agentes de combate às endemias
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Campanhas educativas em escolas, comunidades e empresas
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Integração entre secretarias municipais para melhorar o manejo ambiental e reduzir os riscos
Segundo o CCZ, a colaboração da população é essencial para conter a proliferação.
“O controle dos escorpiões depende do cuidado com o ambiente. A limpeza e o descarte correto do lixo são as medidas mais eficazes para evitar o aumento da espécie”, informa o órgão.
