Desde o desaparecimento das LAN houses, é comum que viajantes a trabalho carreguem seus próprios computadores portáteis. Da mesma forma, em voos longos, muitos passageiros gostam de usar o notebook durante a viagem.
No entanto, o computador portátil não pode ser inspecionado dentro da bagagem. As companhias aéreas orientam que ele seja transportado na bagagem de mão, e é obrigatório retirá-lo da mala para que esta possa passar pelo aparelho de raio-x.
Saiba a razão:
O efeito de escudo do notebook
Os computadores são repletos de cabos, fios, componentes de metal e camadas de proteção magnética. Essas peças não são transparentes ao detector; ou seja, elas não são translúcidas quando expostas ao raio-x.
Essa opacidade pode gerar “pontos cegos” na inspeção, permitindo que indivíduos mal-intencionados utilizem o dispositivo para ocultar o transporte de objetos proibidos ou perigosos.
Segundo Francisco Bomfim Júnior, especialista em Redes de Computadores, essa falha de visibilidade durante o exame de segurança “pode dar margem para a ocorrência de crimes no ambiente aéreo ou até mesmo para o tráfico de armas ou outros itens vetados”.
O Dia que Transformou a Segurança Aérea Global
Até o dia dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando três aeronaves foram sequestradas e lançadas contra alvos estratégicos nos Estados Unidos, os procedimentos de segurança nos aeroportos eram significativamente mais brandos.
Após essa data, novas e rigorosas tecnologias de segurança foram implementadas em todo o mundo, com especial atenção nos EUA. Viajantes passaram a ter que remover calçados e esvaziar casacos, e qualquer item que pudesse ser confundido com uma arma ou usado como tal era confiscado.
Com o tempo, as inspeções se tornaram mais estratégicas e menos invasivas. Atualmente, a tecnologia de raio-x tem a capacidade de identificar armas ou itens perigosos sem a necessidade de uma revista corporal detalhada.
Notebook e infertilidade
Alguns estudos apontam que usar notebooks pode afetar a fertilidade em homens.






