A primeira metade do Trecho Norte do Rodoanel Mário Covas será inaugurada pelo Governo de São Paulo na próxima segunda-feira (22/12), ligando as rodovias Fernão Dias e Presidente Dutra.
O segmento passa a contar com uma tecnologia de pavimentação de padrão internacional, o SMA (Stone Mastic Asphalt), conhecido como “asfalto com matriz de pedra”, utilizado em rodovias de alto desempenho e em pistas de Fórmula 1.
O SMA representa uma nova geração de revestimento asfáltico e oferece maior aderência, conforto, resistência e durabilidade em relação aos asfaltos convencionais.
Aplicado como a última camada do pavimento, o material tem acabamento mais granulado e alta resistência à deformação, reduzindo marcas provocadas pelo tráfego intenso e pelas altas temperaturas.
Na prática, a tecnologia amplia a segurança viária e o conforto ao motorista, ao manter a superfície mais regular por mais tempo, diminuir solavancos, melhorar a drenagem superficial e reduzir o risco de aquaplanagem.
O revestimento também contribui para a redução de ruídos e o aumento da vida útil da pista.
A produção do SMA é realizada em usinas com controle rigoroso de dosagem e temperatura, tanto na planta da concessionária quanto em fornecedores qualificados, todos submetidos a padrões técnicos e verificações laboratoriais permanentes.
Nos túneis do trecho, o pavimento adotado é o rígido em concreto, considerado mais seguro para ambientes confinados.
As obras do Trecho Norte foram retomadas em abril de 2024, com antecipação de cerca de seis meses em relação ao cronograma contratual.
Atualmente, cerca de 5 mil profissionais atuam nos trabalhos, com previsão de geração de 10 mil empregos diretos e indiretos ao longo da execução.
Com 44 quilômetros de extensão, o novo trecho vai interligar São Paulo, Guarulhos e Arujá, completando o anel viário metropolitano.
A expectativa é reduzir a circulação de veículos pesados em vias urbanas e melhorar a mobilidade na Região Metropolitana.
O empreendimento soma R$ 3,4 bilhões em investimentos, sendo R$ 1,35 bilhão do Estado e R$ 2 bilhões da concessionária.
O projeto é coordenado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e fiscalizado pela Artesp, e integra o conjunto de ações do Governo de São Paulo voltadas à modernização da infraestrutura, geração de empregos e desenvolvimento econômico.
