Os acidentes registrados nas rodovias federais durante o feriado de Ano Novo deixaram 109 mortos e 1.315 pessoas feridas em todo o país, segundo dados da Operação Ano Novo, divulgados nesta segunda-feira (5/1) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O balanço considera o período entre 30 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026, quando houve reforço nas ações de fiscalização e prevenção de sinistros provocados por condutas de risco. Ao todo, a PRF contabilizou 1.152 acidentes nas estradas federais durante os seis dias de operação.
Na comparação com a operação realizada na virada de 2024 para 2025, entre 27 de dezembro e 1º de janeiro, houve aumento no número de mortes. No período anterior, foram registradas 79 vítimas fatais e 1.339 feridos.
No início de dezembro, um acidente na Via Dutra (BR-116), conhecida como ‘Rodovia da Morte’ deixou um morto e 37 feridos na altura de Taubaté. O engavetamento ocorreu entre seis veículos e bloqueou totalmente a pista. O trânsito no trecho já foi liberado.
Operação Ano Novo
Durante a operação mais recente, os agentes abordaram 101.118 pessoas e fiscalizaram 74.594 veículos em todo o País. Segundo a PRF, os estados com maior número de sinistros foram Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.
Ainda de acordo com a corporação, os números divulgados são preliminares e podem ser atualizados conforme a consolidação das informações nos sistemas da PRF.
No combate à embriaguez ao volante, foram realizados 61.426 testes de alcoolemia, que resultaram em 789 autuações.
As infrações incluem tanto a recusa ao teste quanto a constatação de consumo de álcool. Ao longo da operação, 41 pessoas foram detidas por apresentarem teor alcoólico configurado como crime pela legislação de trânsito.
As fiscalizações também flagraram 23.079 veículos trafegando acima do limite de velocidade. Minas Gerais liderou o ranking de excesso de velocidade, seguido por Paraná e Rio Grande do Sul.
Entre outras infrações registradas estão ultrapassagens em locais proibidos, ausência do uso de cinto de segurança ou de dispositivos de retenção para crianças e o uso de telefone celular ao volante.
