Obras bilionárias prometem mais segurança hídrica para moradores do litoral de SP

Região receberá R$ 7,5 bilhões em investimentos até 2029 para ampliar a oferta hídrica

Região receberá R$ 7,5 bilhões em investimentos até 2029

Região receberá R$ 7,5 bilhões em investimentos até 2029 | Divulgação/Sabesp

A Baixada Santista deve passar por uma transformação estrutural no abastecimento de água a partir dos próximos anos.

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A região receberá R$ 7,5 bilhões em investimentos até 2029 para ampliar a oferta hídrica e reduzir a vulnerabilidade do sistema, especialmente durante o verão e em períodos de eventos climáticos extremos.

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Segundo o Governo de São Paulo, o montante representa quase três vezes o volume anual investido entre 2017 e 2024, quando a média era de cerca de R$ 400 milhões por ano, antes da desestatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), realizada pelo Governo de São Paulo em 2024.

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O plano foi definido a partir de um diagnóstico técnico elaborado pela companhia durante a transição do novo contrato e é acompanhado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

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Plano de melhorias

O levantamento apontou gargalos históricos na região, como capacidade limitada de produção de água para atender picos de consumo, baixa integração entre os sistemas de abastecimento, reservatórios insuficientes e alta exposição a chuvas intensas e ondas de calor.

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Em períodos de forte precipitação, o aumento da turbidez dos mananciais compromete o tratamento da água. Já na alta temporada turística, quando a população local pode triplicar, a demanda cresce rapidamente e pressiona ainda mais a infraestrutura existente.

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Esses fatores, segundo o governo estadual, evidenciam a necessidade de soluções estruturais de longo prazo, e não apenas ajustes operacionais pontuais.

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A desestatização da Sabesp pretende antecipar a universalização do saneamento básico de 2033 para 2029, com previsão de R$ 260 bilhões em investimentos até 2060. Desse total, R$ 70 bilhões devem ser aplicados até o fim da década para garantir água potável, coleta e tratamento de esgoto em todo o estado.

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A Baixada Santista também se prepara para receber um túnel submerso de 870 metros de comprimento e ficará a 21 metros de profundidade. A estrutura será formada por blocos pré-moldados, que correspondem aos módulos de concreto, colocados em uma área escavada no canal do estuário.

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Obras em andamento

Na Baixada Santista, algumas das principais obras já estão em andamento. Uma delas é a adutora Santos–Guarujá, considerada estratégica para a integração dos sistemas de abastecimento.

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Com investimento de R$ 134,7 milhões, a obra prevê a instalação de uma tubulação sob o canal do Porto de Santos, capaz de levar água produzida na Estação de Tratamento de Água (ETA) Cubatão para o Guarujá. A travessia terá 5,56 quilômetros de extensão, incluindo 700 metros subaquáticos, e deve ser concluída no segundo semestre de 2026.

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A estrutura permitirá o envio de até 500 litros de água por segundo à cidade, volume suficiente para encher uma piscina olímpica em cerca de uma hora, beneficiando mais de 450 mil moradores.

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Outro projeto relevante é o Pulmão de Reservação do Sistema Mambu Branco, com capacidade total de 40 milhões de litros. A estrutura foi projetada para garantir maior estabilidade no abastecimento durante períodos de chuva intensa, quando a produção de água costuma ser impactada.

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Também está prevista a implantação da nova Estação de Tratamento de Água Melvi, com capacidade de produção de 1.270 litros por segundo. A unidade ampliará de forma permanente a oferta de água tratada para os municípios da Baixada Santista.

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Com os investimentos, o governo estadual espera reduzir falhas no abastecimento, aumentar a segurança hídrica e preparar a região para o crescimento populacional e os efeitos das mudanças climáticas nos próximos anos.