Coca-Cola estuda nova fábrica bilionária no interior de São Paulo

Segundo a companhia, a iniciativa integra a estratégia de expansão e modernização das operações no País

Operação da Coca-Cola no Brasil movimenta cerca de 570 mil empregos diretos e indiretos

Previsão inicial era anunciar a decisão até o fim de 2025, o que não se concretizou | Freepik

A Coca-Cola FEMSA Brasil confirmou que mantém em análise o plano de instalar uma nova fábrica no estado de São Paulo, com investimento estimado em R$ 1 bilhão.

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O projeto, voltado ao interior paulista, deve ter definição no primeiro semestre de 2026 e coloca cidades do Vale do Paraíba entre as principais candidatas a receber o novo complexo industrial.

Segundo a companhia, a iniciativa integra a estratégia de expansão e modernização das operações no País, com foco em crescimento sustentável e impacto socioeconômico positivo nas regiões envolvidas. A previsão inicial era anunciar a decisão até o fim de 2025, o que não se concretizou.

Vale do Paraíba concentra principais apostas

No Vale do Paraíba, quatro municípios participaram das negociações: Pindamonhangaba, Lorena, Queluz e Caçapava. De acordo com apuração do jornal O VALE, Pindamonhangaba, Lorena e Queluz surgem hoje como as mais bem posicionadas na disputa. Jacareí chegou a apresentar proposta, mas acabou fora da fase final do processo.

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Pindamonhangaba aparece como uma das favoritas por combinar infraestrutura industrial consolidada e articulação política. Lorena destaca sua localização estratégica às margens da Rodovia Presidente Dutra, principal eixo logístico do país, embora a prefeitura negue que recentes movimentações de topografia na cidade estejam ligadas ao projeto da Coca-Cola.

Já Queluz aposta em um terreno com características semelhantes ao da antiga fábrica da empresa em Porto Real (RJ), fator que pode influenciar a decisão. Caçapava participou de conversas iniciais, mas não avançou nas negociações.

Outras cidades paulistas seguem na disputa

Além do Vale do Paraíba, outros municípios do interior de São Paulo também disputam o investimento bilionário, entre eles Itu, Sorocaba, Bragança Paulista, Jundiaí e Campinas. A escolha envolve uma combinação de critérios técnicos, logísticos, ambientais e de viabilidade econômica.

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O novo complexo industrial deve gerar centenas de empregos diretos e indiretos, impulsionar o setor de serviços e fortalecer o PIB regional. A expectativa é que a futura fábrica esteja entre as mais modernas da América Latina, com alto grau de automação, inovação tecnológica e uso de inteligência artificial nos processos produtivos.