Astrônomos anunciaram a descoberta de um exoplaneta do tamanho da Terra que pode estar localizado na zona habitável da estrela que orbita.
O achado foi descrito em um artigo publicado na quarta-feira (28/1) na revista científica The Astrophysical Journal Letters e já é considerado um dos mais promissores na busca por vida fora do Sistema Solar.
Batizado de HD 137010 b, o possível planeta está a cerca de 146 anos-luz da Terra, na Via Láctea. Ele tem dimensões muito semelhantes às do nosso planeta, cerca de 6% maior, e completa uma órbita ao redor de sua estrela em 355 dias, período quase idêntico ao ano terrestre.
No ano passado astrônomos da Nasa, em parceria com outras instituições, anunciaram a descoberta do exoplaneta TOI1846 b, localizado a cerca de 154 anos-luz da Terra, na constelação de Lyra.
Novo planeta
A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Sul de Queensland (UniSQ), em parceria com cientistas das universidades de Harvard e Oxford.
Segundo o estudo, o HD 137010 b orbita sua estrela a uma distância comparável à de Marte em relação ao Sol, motivo pelo qual os pesquisadores descrevem o planeta como um “ponto intermediário entre a Terra e Marte”.
Essa posição o coloca na chamada zona habitável, região em que, teoricamente, poderia existir água líquida na superfície.
De acordo com o astrônomo Alex Venner, autor principal do estudo, há cerca de 50% de chance de o planeta reunir condições favoráveis à habitabilidade. “Ele está realmente no limite do que consideramos possível em termos de potencial habitabilidade”, afirma.
Apesar do interesse científico, o HD 137010 b ainda é classificado como um candidato a planeta. Para confirmação definitiva, são necessárias novas observações que comprovem sua existência.
Além disso, as condições ambientais estimadas impõem restrições importantes. Embora a estrela HD 137010 seja semelhante ao Sol, ela é mais fria e menos luminosa, o que faz com que o planeta receba menos de um terço da energia que chega à Terra.
As estimativas indicam que a temperatura máxima na superfície poderia atingir cerca de –68 °C, valor próximo à temperatura média de Marte.
Novas observações serão essenciais para confirmar o planeta e avaliar com mais precisão se esse mundo distante pode, de fato, apresentar condições mínimas para a existência de água líquida e, em tese, de vida.
