André Vasconcellos, professor da Trevisan Escola de Negócios, concedeu entrevista exclusiva na sede da Gazeta, em Moema, na zona sul da capital paulista. Durante o encontro, o especialista falou sobre economia, mercado de capitais, investimentos, gestão e o crescimento dos jogos online.
Administrador e contador, André Vasconcellos participou do programa Direto da Gazeta, exibido pela ‘TV GMG’. Na conversa, ele reforçou a importância da educação financeira como ferramenta essencial para evitar prejuízos.
“Um dado muito alarmante é que o volume alocado por investidores pessoa física no Brasil, na bolsa de valores, é menor do que o valor gasto em apostas online, como o ‘tigrinho’, por exemplo”, afirmou.
Para complementar, o executivo destacou que a falta de conhecimento financeiro impacta diretamente as decisões da população. “A gente discute as variáveis e chega sempre à mesma conclusão: é necessário um programa amplo e robusto de educação financeira desde a base, para que as pessoas possam, primeiro, alocar melhor seus recursos”.
Confira entrevista em vídeo abaixo:
André ainda alerta e sinaliza. “O principal ponto é conseguir avançar em uma ótica de educação financeira. Só a educação financeira vai permitir que a gente democratize, de fato, o mercado de capitais no Brasil”.
Segurança financeira
Equilibrar as finanças pessoais tem sido desafiador para a maioria da população brasileira. Com crédito caro, inflação persistente e baixo índice de poupança, quase 80% das famílias enfrentam hoje algum grau de endividamento. Entre a população adulta, 43,1% têm o nome negativado – quando uma dívida não é paga dentro do prazo.
Em agosto de 2025, eram 71,7 milhões de pessoas nesta situação. O número cresceu 9,2% em relação ao mesmo período de 2024, consolidando um novo recorde histórico, de acordo com levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Os dados foram divulgados pela ‘Agência Senado’.
O endividamento alcançou 78,8% das famílias – o maior percentual desde novembro de 2022 – e 30,4% delas estavam com dívidas em atraso.







