O IPTU de 2026 em Piracicaba, no interior de São Paulo, terá aumento médio de 21,5%, percentual bem acima do aplicado pela maioria das cidades da região, segundo levantamento feito pelo g1 junto às prefeituras.
Enquanto o município registra uma alta expressiva, outros adotaram reajustes próximos de 4% ou até decidiram manter o imposto sem alterações no próximo ano.
Na maior parte das cidades que responderam ao levantamento, o índice aplicado acompanha a inflação oficial. Já Águas de São Pedro (SP) e Mombuca (SP) informaram que não haverá reajuste no IPTU em 2026.
Reajustes seguem inflação na maioria das cidades
Entre os municípios da região, Limeira, Iracemápolis, Nova Odessa e Capivari aplicarão reajuste de 4,46%, com base no IPCA. Ipeúna terá correção de 3,78%, calculada a partir da Unidade Fiscal do Estado de São Paulo (Ufesp).
Outras cidades também adotaram índices próximos da inflação:
- Cordeirópolis: 4,68%;
- Elias Fausto: 5,17%, com base no IPCA;
- Santa Bárbara d’Oeste: 4,18%, utilizando o INPC.
Entenda por que Piracicaba terá alta maior
Em Piracicaba, a prefeitura informou que não haverá índice de correção inflacionária em 2026. Ainda assim, o imposto terá aumento médio de 21,5% devido à atualização da Planta Genérica de Valores (PGV), aprovada no fim de 2025 em meio a protestos contrários à medida.
Segundo o município, a revisão não representa reajuste direto, mas altera a base de cálculo do imposto. Com isso, os valores do IPTU devem variar entre R$ 100 e R$ 5 mil, conforme as características de cada imóvel.
Cidades sem definição ou sem resposta
Alguns municípios ainda não fecharam os números para 2026. Charqueada e Rio das Pedras informaram que os valores do IPTU seguem indefinidos. Já Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Rafard, Saltinho e São Pedro não responderam às solicitações de informação até a conclusão do levantamento.
