Material escolar até 50% mais barato? Conheça a estratégia da compra coletiva entre pais

Unir forças com outras famílias permite acessar preços de atacado e fugir da inflação

Estratégia pode baratear alguns itens, permitindo acesso a preços de atacado e diluição de custos logísticos

Estratégia pode baratear alguns itens, permitindo acesso a preços de atacado e diluição de custos logísticos | Divulgação/Prefeitura de SP

A volta às aulas representa uma grande preocupação para algumas famílias, principalmente quando se trata de um fator essencial: a lista de material escolar.

Com o aumento no preço dos itens básicos causado pela inflação, uma das alternativas recomendadas por especialistas é a compra coletiva entre pais e responsáveis. Entre os principais argumentos utilizados para defender essa teoria está o aumento no poder de barganha, causado pela reunião de pessoas com interesses comuns.

A estratégia pode baratear alguns itens, permitindo acesso a preços de atacado e diluição de custos logísticos. Entretanto, na hora de economizar e formar uma “aliança” entre os pais, é de extrema importância ser transparente e determinar uma liderança organizada.

Pensando nisso, a equipe da Gazeta separou algumas dicas para transformar as compras escolares em um processo de gestão inteligente.

Vantagens da compra coletiva.

Acesso ao preço de atacado: muitas distribuidoras e fabricantes vendem apenas grandes quantidades ou exigem um valor mínimo de pedido. O grupo permite atingir essas metas facilmente.

Diluição do frete: o custo de entrega, quando dividido entre 10, 20 ou 30 famílias, torna-se irrisório.

Poder de negociação: com um volume alto de compra, é possível negociar prazos de pagamento ou brindes com lojistas locais que desejam fidelizar o grupo.

Padronização: garante que todos os alunos tenham materiais da mesma qualidade, evitando comparações ou disparidades em sala de aula.

Artigos especializados apontam que a economia financeira pode variar entre 20% e 50% em comparação aos preços do varejo.

Requisitos para a organização.

É de extrema importância estabelecer uma estrutura mínima de funcionamento. Além disso, a compra final não deve ser informal a ponto de causar desconfiança e nem burocrática na condição de inviabilizar o processo.

Uma boa alternativa é dividir funções e lideranças, com uma pessoa focada na comunicação e adesão, outra nas cotações e negociações e uma terceira pelo financeiro e concorrência. A transparência entre as partes é importante para estabelecer confiança e evitar inconvenientes, principalmente quando se tratar dos preços.

Passo a passo do processo.

Para evitar e garantir o sucesso da empreitada e garantir a harmonia, a execução deve seguir algumas etapas pré-definidas.

A primeira delas é reunir interessados. O recomendado são pais e responsáveis da mesma série ou turma, já que as listas de materiais escolares são idênticas. Depois, o ideal é criar um grupo em um aplicativo de mensagens, determinar regras e prazos para adesão de novos membros.

Nem toda compra deve ser coletiva, principalmente quando se tratar de itens pessoais e subjetivos, como mochilas, estojos e lancheiras. O projeto deve focar em produtos de consumo e papelaria, como cadernos, lápis e itens didáticos.

Com a quantidade de pessoas determinada e o foco definido, a comissão deve buscar fornecedores. As principais sugestões são distribuidores, atacadistas e papelarias locais, além de sites.

A compra eficiente precisa de uma boa arrecadação e contribuição dos envolvidos. Para evitar prejuízos, o pagamento ao fornecedor deve ser feito após o recebimento de todos os pais. A utilização de uma planilha pode ajudar no controle de responsáveis que já efetuaram o pagamento.

Por fim, a comissão deve definir onde os materiais serão entregues. A recomendação é que os pais se organizem com a elaboração de kits individuais etiquetados com o nome de cada aluno. A retirada pode ser agendada em determinado local, exigindo a assinatura de todos os envolvidos para evitar reclamações.