Pedro Turra vira réu por homicídio após morte de adolescente

Justiça do Distrito Federal aceitou denúncia do MP nesta sexta-feira; piloto segue em prisão preventiva

Pedro Turra vira réu por homicídio doloso

Pedro Turra vira réu por homicídio doloso | PCDF/Divulgação

O piloto de automobilismo Pedro Arthur Turra Basso virou réu por homicídio doloso nesta sexta-feira (13/2), após a Justiça do Distrito Federal aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

Ele é acusado de espancar um adolescente de 16 anos que morreu depois de passar duas semanas em coma.

Com o recebimento da denúncia, o caso passa oficialmente à fase de instrução criminal e pode ser levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. O réu segue preso preventivamente.

Morte após duas semanas em coma

Segundo a investigação, a agressão ocorreu após um desentendimento considerado banal. O adolescente foi atingido por socos, caiu e sofreu traumatismo craniano.

Ele foi internado em estado grave, mas não resistiu e morreu dias depois.

Para o Ministério Público, o acusado assumiu o risco de provocar a morte ao desferir os golpes, o que sustenta a acusação por homicídio doloso, quando há intenção ou aceitação do resultado fatal.

Motivo fútil pode agravar pena

A denúncia inclui a qualificadora de motivo fútil, sob o argumento de que a agressão teria sido desproporcional diante do contexto da discussão. Se condenado, o piloto pode pegar pena de até 30 anos de prisão.

A decisão judicial desta sexta confirma que há indícios suficientes para que o processo siga para julgamento.

Prisão preventiva mantida

O piloto permanece detido no sistema prisional do Distrito Federal. A Justiça entendeu que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e o andamento do processo.

A defesa do acusado ainda não se pronunciou após a decisão que o tornou réu.