Cozinhar caranguejo-do-diabo poderia ter evitado morte de influenciadora?

Mulher morreu nas Filipinas após comer espécie que carrega toxinas perigosas

No vídeo, a influenciadora aparece provando um caramujo do mar enquanto cozinhava frutos do mar

No vídeo, a influenciadora aparece provando um caramujo do mar enquanto cozinhava frutos do mar | Reprodução/Instagram

Uma influenciadora de 51 anos morreu na última semana depois de comer caranguejos venenosos conhecidos como “caranguejo-do-diabo” (Zosimus aeneus) nas Filipinas . O caso só repercutiu na imprensa internacional na quinta-feira (12/2).

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De acordo o jornal The Philippine Star, Emma Amit passou mal após consumir o animal durante a gravação de um vídeo. Ela era especializada em gastronomia.

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Pelas redes sociais, internautas indicaram que a mulher deveria ter cozinhado bem o animal, o que poderia ter evitado a morte. Mas isso não é verdade. Primeiro, porque ela, sim, cozinhou o bicho. Depois, pelas características da espécie.

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O “caranguejo-do-diabo”, que não existe no Brasil de forma natural e é encontrados nos oceanos Índico e Pacífico, carrega toxinas que permanecem ativas mesmo após o cozimento e podem provocar paralisia e insuficiência respiratória em poucas horas.

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Especialistas explicam que não há antídoto conhecido, e que a única forma de tratamento é de suporte em ambiente hospitalar.

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O que aconteceu

Imagens mostram Emma e amigos coletando mariscos e caranguejos em um manguezal perto da casa dela, na cidade de Puerto Princesa, no dia 4 de fevereiro. Ela e o marido eram conhecidos por serem pescadores experientes.

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No vídeo, a influenciadora aparece provando um caramujo do mar enquanto cozinhava frutos do mar em uma panela com leite de coco.

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Ela passou mal e foi levada ao hospital no dia seguinte, após sofrer convulsões. Morreu pouco depois por causa da neurotoxinas que haviam entrado na corrente sanguínea.

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As autoridades informaram que monitoram amigos da influenciadora em busca de sintomas semelhantes.