O que é o Super El Niño, fenômeno que chegará ao Brasil ainda no inverno

O fenômeno do Super El Niño ocorre quando a elevação da temperatura da água supera 2,5 C°

O número de infartos nesta época do ano pode aumentar em até 30%; procure seu cardiologista

O inverno no Hemisfério Sul começa exatamente às 5h25 do próximo domingo/Fábio Vieira/FotoRua/Folhapress

O inverno no Hemisfério Sul começa exatamente às 5h25 do próximo domingo (21/6), mas será diferente dos anos anteriores. Por causa do fenômeno El Niño e, na sequência, da possibilidade do Super El Niño, os brasileiros vão sentir menos o frio pelos próximos três meses, segundo estudo da consultoria em meteorologia Nottus divulgado nesta quinta (18/6).

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O El Niño ocorre quando há o aquecimento anormal da região equatorial do Oceano Pacífico. A elevação da temperatura do mar em 0,5 grau Celsius (C°) acima da média já caracteriza a condição.

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A partir de setembro (ou seja, no fim do inverno) até fevereiro de 2027, existe grande chance de o El Niño ser muito forte. O fenômeno é chamado de Super El Niño, e o governo federal criou uma Sala de Situação Interministerial para gerenciar possíveis desastres.

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O que é o Super El Niño

O fenômeno do Super El Niño ocorre quando a elevação da temperatura da água supera 2,5 C°. Ele acontece quando as águas superficiais da região central e leste do Oceano Pacífico Equatorial ficam muito mais quentes do que o normal por vários meses consecutivos.

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Esse aquecimento altera a circulação atmosférica global, afetando padrões de chuva, temperatura e ocorrência de eventos extremos em vários continentes.

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Embora o El Niño seja um fenômeno relativamente comum e apareça em intervalos de dois a sete anos, os episódios classificados como “super” mais são raros. Especialistas destacam que o aquecimento global não causa diretamente o El Niño, mas pode potencializar seus efeitos.

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Com temperaturas médias mais altas em todo o planeta, um Super El Niño tende a contribuir para novos recordes de calor, ampliando os desafios relacionados a eventos climáticos extremos e à adaptação das cidades e economias às mudanças do clima.

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Entenda o inverno no Brasil em 2026

No Brasil, a temporada será marcada pela concentração de chuva além no normal na região Sul, enquanto as precipitações ficam mais curtas e menos intensas no Norte e Nordeste, favorecendo a chance de secas.

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De acordo com o sócio-diretor e meteorologista da Nottus, Alexandre Nascimento, o inverno deve começar com temperaturas mais baixas, mas “os efeitos do El Niño devem frear as baixíssimas temperaturas neste ano, principalmente de agosto em diante”.

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A percepção pode ser de um inverno mais ameno, informou ele. “El Niño não tem frio? Tem, mas são eventos curtos, muito rápidos”, disse.

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Ele apontou que algumas áreas da região central do País devem ter a presença dos veranicos, como são chamados os períodos de tempo seco e temperaturas atipicamente elevadas, que ocorrem no meio do outono ou inverno.

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Próximos meses de inverno

Ainda conforme a consultoria, julho deve ser marcado pelo volume de chuva acima da média entre as regiões Sudeste e Centro-Oeste. No Sul, a chuva ganha força a partir das áreas do interior.

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Já agosto deve ter maiores concentrações de chuva no extremo norte do País. Entre Minas Gerais, Goiás e no interior do Nordeste, aos poucos se estabelece o período seco, típico desta época do ano.

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Para setembro, o destaque fica para a chuva ganhando força no Sul, superando a média climatológica, enquanto o Nordeste terá precipitação abaixo da média ao longo das faixas leste e norte.

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Mesmo com a previsão de chuva acima da média na pegião Sul, o meteorologista da Nottus não identifica, por ora, a chance de temporais como os que devastaram o Rio Grande do Sul em maio e abril de 2024.
“Sem previsão de eventos extremos, nada comparado àquilo, por enquanto”, destacou.