NASA descobre que Júpiter pode guardar mais pistas sobre o nascimento do Sistema Solar que o Sol

Estudo revela interior rico em oxigênio e indica que o gigante gasoso guarda pistas da origem planetária

Descoberta pode mudar o que sabemos sobre a origem dos planetas

Descoberta pode mudar o que sabemos sobre a origem dos planetas | NASA

Júpiter sempre intrigou cientistas, mas novos dados sugerem que o gigante gasoso guarda pistas fundamentais sobre o nascimento do Sistema Solar. Um estudo recente indica que o planeta pode ser uma verdadeira cápsula do tempo cósmica.

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A pesquisa aponta que o interior de Júpiter contém mais oxigênio do que o próprio Sol, algo que contraria teorias antigas. Além disso, processos internos parecem ocorrer muito mais lentamente do que se imaginava.

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Essas descobertas ajudam a reconstruir a história dos planetas e podem orientar a busca por mundos habitáveis fora da Terra, aumentando ainda mais o interesse científico sobre o maior planeta do Sistema Solar.

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Explorar sem pousar exige criatividade

Não é possível pousar em Júpiter. O planeta não possui superfície sólida e apresenta pressões e temperaturas extremas capazes de destruir qualquer espaçonave que tente descer além das nuvens.

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Para contornar essa limitação, pesquisadores da Universidade de Chicago e do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA criaram modelos computacionais capazes de simular as camadas profundas do planeta.

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O estudo, publicado no periódico The Planetary Science Journal, combinou dados de missões como as sondas Galileo e Juno para recriar condições extremas de pressão e temperatura.

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Mais oxigênio do que se imaginava

Os resultados surpreenderam a comunidade científica. O modelo indica que Júpiter possui cerca de uma vez e meia mais oxigênio do que o Sol, contrariando estimativas anteriores que sugeriam baixa abundância desse elemento.

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Segundo o pesquisador Jeehyun Yang, a explicação pode estar na formação do planeta. A grande quantidade de oxigênio sugere que Júpiter incorporou enormes volumes de gelo quando ainda estava em crescimento.

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Esse detalhe aponta para a chamada linha da neve, região distante do Sol onde a água permanecia congelada. Ali havia material sólido suficiente para formar gigantes gasosos e influenciar toda a arquitetura do Sistema Solar.

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Um gigante que evolui lentamente

Outra descoberta importante envolve a dinâmica interna do planeta. A circulação de gases e a difusão química ocorrem até quarenta vezes mais devagar do que indicavam modelos anteriores.

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Isso significa que fenômenos atmosféricos, formação de nuvens e distribuição de elementos podem levar semanas, não horas. A mudança altera previsões sobre tempestades e sobre o comportamento das camadas profundas.

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“A química é importante, mas não inclui o comportamento das nuvens. A hidrodinâmica por si só simplifica a química. Combiná-las é o que nos dá a imagem real”, explicou Jeehyun Yang, segundo a Revista Planeta.

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Por que essa descoberta importa

Entender Júpiter vai muito além da curiosidade sobre um único planeta. O gigante gasoso influenciou a formação e a estabilidade das órbitas dos mundos rochosos, incluindo a Terra.

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Se ele realmente se formou longe do Sol e depois migrou para dentro do Sistema Solar, sua gravidade pode ter reorganizado asteroides e detritos, criando condições favoráveis para a existência de planetas habitáveis.

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Por isso, o planeta funciona como um laboratório natural para astrônomos. Ao decifrar seus segredos, cientistas também avançam na busca por sistemas planetários semelhantes ao nosso em outras estrelas.