Mandato fixo no STF: entenda a proposta apoiada por Lula e o atual salário dos ministros

Com subsídio de R$ 46 mil e aposentadoria compulsória aos 75 anos, estrutura da Suprema Corte volta ao debate

Diferente de outros cargos eletivos, os ministros do STF não possuem um mandato com tempo determinado

Diferente de outros cargos eletivos, os ministros do STF não possuem um mandato com tempo determinado | Antonio Augusto / STF

Um dos cargos mais comentados no Brasil atualmente é o de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Em meio às frequentes polêmicas que cercam a Corte, o interesse nacional sobre o que orbita essas cadeiras tornou-se genuíno e constante.

A polêmica dos mandatos

Diferente de outros cargos eletivos, os ministros do STF não possuem um mandato com tempo determinado — tema que volta recorrentemente à pauta política.

Recentemente, o presidente Lula reforçou seu apoio a uma mudança constitucional que estabeleceria um período fixo para os magistrados.

Em entrevista ao UOL, o presidente questionou a atual longevidade no cargo: “Acho que não é justo uma pessoa entrar com 35 anos e ficar até os 75… é muito tempo. Acho que pode ter um mandato, mas isso é um processo a ser discutido com o Congresso Nacional”, afirmou.

Indicação política e a ‘PEC da Bengala’

Atualmente, o rito de escolha segue um padrão rigoroso: os ministros são indicados pelo Presidente da República, passam por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e precisam de aprovação no plenário da Casa.

Uma vez empossados, o único limite de tempo é a idade: ao completarem 75 anos, devem se aposentar compulsoriamente, conforme a “PEC da Bengala” (Emenda Constitucional 88/2015). Essa permanência prolongada é um dos pontos centrais do debate sobre a renovação do Judiciário.

O teto do Brasil: novos reajustes a vista 

Além do poder e da longevidade, os valores envolvidos também chamam a atenção. Atualmente, um ministro do Supremo recebe um subsídio mensal de R$ 46.366,19.

Este valor representa o teto do funcionalismo público no Brasil, servindo como o limite máximo para a remuneração de qualquer servidor do país.

Vale notar que já existe uma proposta orçamentária para um novo reajuste de 8% a partir de julho de 2026, embora a medida ainda dependa de tramitação e aprovação legislativa.