Vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy rebateu as críticas da Anfavea quanto ao modelo de montagem adotado pela marca chinesa em Camaçari (BA).
Em entrevista ao programa “É Negócio”, da CNN Brasil, o executivo classificou o regime SKD, no qual o veículo chega parcialmente desmontado, como uma etapa natural de transição. “Nunca existiu montadora que começou fabricando 100% localmente”, afirmou Baldy no programa.
De acordo com ele, a BYD está em processo de qualificação de fornecedores nacionais para aumentar gradualmente o índice de conteúdo brasileiro. O executivo relacionou a resistência do setor ao crescimento exponencial da marca, que saltou de 260 unidades vendidas em 2022 para 18 mil em 2023, alcançando 77 mil veículos no ano seguinte e a liderança em larga escala do Dolphin Mini entre os elétricos no país.
“No início, imaginaram que seríamos apenas uma marca de nicho. Quando escalamos, perceberam que não viemos para isso”, desafiou Baldy. No campo dos investimentos, a BYD detalhou o aporte de R$ 5,5 bilhões até 2027 para a consolidação de sua unidade em Camaçari.
O plano industrial prevê a implementação de etapas completas de produção, como estamparia, solda e pintura, visando reduzir a dependência de componentes importados. Para o executivo, a chegada da BYD forçou uma readequação de preços no mercado brasileiro e, segundo ele, “isso incomoda a Anfavea”.
