A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã voltou a pressionar o dólar e os preços do petróleo no mercado internacional, ampliando a variação nas taxas de câmbio.
Em momentos de instabilidade, investidores costumam buscar ativos considerados mais seguros, como a moeda norte-americana, o que tende a fortalecer o dólar frente a outras moedas e impactar os custos de viagens internacionais para brasileiros.
Com a moeda americana mais valorizada, gastos com passagens, hospedagem e despesas no exterior ficam mais caros. Diante desse cenário, especialistas em planejamento financeiro apontam a compra gradual de moeda estrangeira como uma estratégia para reduzir o impacto das oscilações cambiais no orçamento da viagem.
A lógica da estratégia é diluir o risco das variações do câmbio ao longo do tempo. Em vez de comprar todo o valor necessário de uma só vez, o viajante adquire pequenas quantias de dólar por períodos.
Especialistas também destacam que tentar prever o melhor momento para comprar dólar costuma ser arriscado, já que a cotação é influenciada por fatores externos, como crises geopolíticas, decisões de política monetária e variações no preço do petróleo. Por isso, a compra regular de valores fixos tende a tornar o planejamento financeiro mais previsível.
Como comprar o dólar
Para aplicar a estratégia, o primeiro passo é definir quanto será necessário levar para a viagem. Com esse valor em mente, o montante pode ser dividido pelos meses restantes até o embarque, criando uma meta de compra periódica que se ajuste ao orçamento.
Além da compra fracionada, comparar as diferentes formas de adquirir moeda estrangeira também pode ajudar a reduzir custos.
As casas de câmbio continuam sendo a opção mais tradicional para quem deseja viajar com dinheiro em espécie. Nesse caso, a cotação costuma ser a do dólar turismo, geralmente mais cara que a comercial, além da incidência de IOF.
Outra alternativa são as chamadas contas globais, que utilizam a cotação do dólar comercial e permitem movimentar o saldo por meio de cartões de débito internacionais. Já o cartão de crédito, apesar da praticidade, pode gerar imprevisibilidade, pois a cotação aplicada é a do dia do fechamento da fatura.
Desde 2025, a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para a maioria das operações de câmbio foi unificada em 3,5%. Com isso, as principais diferenças entre as modalidades de compra passaram a estar na cotação utilizada e nas taxas de serviço cobradas pelas instituições.
Com o dólar sensível a crises internacionais e a fatores econômicos globais, especialistas afirmam que o planejamento antecipado e a compra gradual da moeda podem ajudar viajantes a reduzir os efeitos da volatilidade cambial no custo final da viagem.
