Mpox pode ser fatal para três grupos de risco, alertam especialistas

Autoridades de saúde apontam que o vírus da Mpox raramente leva à morte, mas alguns grupos têm maior risco de desenvolver formas graves da doença

Lesões na pele são um dos principais sinais da Mpox, doença viral que pode provocar complicações em grupos de risco.

Lesões na pele são um dos principais sinais da Mpox, doença viral que pode provocar complicações em grupos de risco. | Freepik

A Mpox, doença viral que ganhou atenção global nos últimos anos, costuma apresentar evolução leve na maioria dos pacientes. Ainda assim, especialistas alertam que o vírus pode provocar quadros graves e até fatais em determinados grupos de risco.

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Autoridades sanitárias como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde apontam que pessoas com imunidade comprometida, crianças pequenas e gestantes apresentam maior probabilidade de desenvolver complicações.

A doença ficou conhecida recente como varíola dos macacos e provoca sintomas como mal-estar e lesões na pele. Informações recentes também reforçam a vigilância epidemiológica, como ocorreu após o primeiro caso brasileiro da nova cepa da Mpox em SP.

O que é a Mpox e como ocorre a infecção

A Mpox é uma doença viral causada por um vírus da mesma família da varíola. A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com lesões de pele, secreções corporais ou objetos contaminados.

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Segundo autoridades sanitárias, os sintomas geralmente incluem febre, dor de cabeça, fadiga e erupções cutâneas. As lesões costumam surgir alguns dias após o início da febre.

Em muitos pacientes, a recuperação ocorre em duas a quatro semanas. Ainda assim, especialistas alertam para sinais de agravamento, principalmente entre pessoas mais vulneráveis.

Entre os sintomas mais conhecidos estão os descritos em reportagens sobre a doença, como mostra o guia sobre principais sintomas da Mpox.

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Três grupos têm maior risco de complicações

Embora a taxa de mortalidade da Mpox seja considerada baixa em comparação a outras doenças infecciosas, alguns grupos apresentam maior probabilidade de desenvolver quadros graves.

Entre os grupos de risco apontados por autoridades de saúde estão:

  • Pessoas com imunidade comprometida, como pacientes com HIV não controlado ou em tratamento imunossupressor;
  • Crianças pequenas, especialmente menores de oito anos;
  • Gestantes, devido ao risco de complicações durante a gravidez.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, nesses pacientes o vírus pode provocar infecções secundárias, inflamações sistêmicas e complicações respiratórias.

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Além disso, lesões extensas na pele podem favorecer infecções bacterianas adicionais, agravando o quadro clínico.

Como a doença evolui na maioria dos casos

Na maioria dos pacientes, a Mpox evolui de forma autolimitada. Isso significa que o organismo consegue eliminar o vírus sem necessidade de tratamentos complexos.

Os sintomas costumam seguir algumas etapas: febre inicial, surgimento de ínguas, aparecimento de lesões na pele e, por fim, cicatrização gradual.

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O período de incubação varia entre 5 a 21 dias. Durante esse intervalo, a pessoa pode já estar infectada, mas ainda não apresenta sintomas. Mesmo com evolução geralmente leve, especialistas recomendam atenção médica sempre que surgirem sinais suspeitos de infecção viral.

Medidas de prevenção e vigilância

Autoridades sanitárias reforçam que a prevenção continua sendo a principal forma de reduzir a transmissão da doença. Entre as medidas recomendadas estão:

  • Evitar contato direto com lesões de pessoas infectadas;
  • Manter boa higiene das mãos;
  • Procurar atendimento médico ao notar sintomas suspeitos.

Campanhas de informação também destacam a importância de reconhecer sinais precoces e buscar diagnóstico rápido.

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Esse tipo de orientação segue a lógica de prevenção usada para outras infecções virais e aparece em conteúdos de saúde pública, como as dicas práticas para manter a saúde e se proteger das doenças.

Especialistas lembram que a vigilância epidemiológica continua ativa em diversos países para monitorar novas cepas e evitar surtos.

Por que os grupos de risco precisam de atenção especial

Em pessoas com imunidade reduzida, o organismo pode ter dificuldade para controlar a replicação do vírus. Isso aumenta o risco de infecções disseminadas, inflamações mais intensas e necessidade de hospitalização.

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Em crianças pequenas, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, o que pode favorecer complicações. Já em gestantes, o vírus pode trazer riscos tanto para a mãe quanto para o feto, motivo pelo qual o acompanhamento médico é considerado essencial.

Por esse motivo, autoridades de saúde reforçam que qualquer suspeita da doença nesses grupos deve ser avaliada rapidamente por profissionais de saúde.

Perguntas frequentes 

A Mpox é sempre uma doença grave?

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Não. A maioria dos casos evolui de forma leve e o paciente se recupera em algumas semanas. Complicações são mais comuns em grupos de risco.

Quais são os primeiros sintomas da Mpox?

Os sinais iniciais costumam incluir febre, cansaço, dor de cabeça e aumento dos gânglios linfáticos. Depois surgem as lesões na pele.