Um levantamento publicado pelo portal R7 revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convive com mais de 10 mil animais nas duas residências oficiais da Presidência da República em Brasília: o Palácio da Alvorada e a Granja do Torto.
Entre as espécies registradas estão aves, répteis e peixes, incluindo emas, jabutis, papagaios, araras, patos, carpas e pirarucus.
Os dados compilados até o fim do ano passado mostram que os animais ocupam diferentes espaços, alguns soltos e outros em áreas controladas, com acompanhamento constante para garantir bem-estar, saúde e equilíbrio ambiental das propriedades.
Diversidade e cuidados com a fauna
As residências abrigam uma fauna ampla e variada. Nos lagos vivem carpas e pirarucus, enquanto aves e répteis ocupam jardins e áreas abertas.
A presença de animais de diferentes habitats exige atenção especializada, incluindo monitoramento diário da saúde, alimentação adequada e observação do comportamento.
Segundo o levantamento, a gestão da fauna busca conciliar a convivência entre espécies distintas e a manutenção do equilíbrio ambiental, sem comprometer a qualidade de vida de nenhum dos animais.
Pirarucus e o presente inesperado
O episódio envolvendo os pirarucus ganhou destaque durante um jantar com parlamentares realizado no início de fevereiro na Granja do Torto.
Lula contou que os peixes passaram a disputar espaço com outros animais do lago, provocando pequenas tensões entre as espécies. Os pirarucus são uma espécie territoriaçista e por vezes demandam mais atenção, como no caso do presidente.
“Eu achei que ia ganhar um, mas vieram vários”, disse o presidente aos convidados, referindo-se ao presente recebido do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Inicialmente, a expectativa era receber apenas um exemplar, mas o número maior surpreendeu o presidente e motivou a situação relatada.
Acompanhamento veterinário
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência esclareceu que não há problemas relacionados aos animais mantidos nas residências.
Em nota, a Secom informou que os nove pirarucus atualmente presentes nos lagos estão em boas condições de saúde e recebem acompanhamento contínuo de um médico-veterinário responsável.
O trabalho inclui observações sobre alimentação, comportamento e interação entre espécies, garantindo que o ambiente se mantenha equilibrado e adequado para todos os animais.
Monitoramento e controle populacional
De acordo com a secretaria, o controle da população de peixes nos lagos é realizado de forma constante; avaliações periódicas definem quando há necessidade de retirada ou realocação de animais, sempre com supervisão técnica.
O objetivo é preservar a convivência harmoniosa entre aves, répteis e peixes, garantindo que cada espécie receba os cuidados necessários sem comprometer os espaços destinados a outros grupos. Essas medidas reforçam a manutenção de um ambiente saudável e sustentável nas residências oficiais.


