Jejum intermitente: quais são os riscos e benefícios da prática

Método popular nas dietas promete perda de peso e benefícios metabólicos, mas especialistas alertam para riscos e limitações

Estudos investigam os efeitos do jejum intermitente no metabolismo, na perda de peso e na saúde geral

Estudos investigam os efeitos do jejum intermitente no metabolismo, na perda de peso e na saúde geral | Freepik

O jejum intermitente ganhou popularidade como estratégia para emagrecer e melhorar a saúde metabólica. Estudos científicos mostram possíveis benefícios, mas especialistas ressaltam que a prática não é adequada para todos e exige orientação profissional.

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Resumo da matéria

  • Jejum intermitente alterna períodos de alimentação e jejum.
  • Estudos apontam perda de peso e melhora metabólica.
  • Método pode ter riscos e contraindicações.

O interesse pelo jejum intermitente cresceu nos últimos anos. A estratégia consiste em alternar períodos de alimentação com intervalos sem ingestão calórica.

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Na prática, o foco não está apenas no que se come, mas em quando as refeições são feitas ao longo do dia.

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Essa lógica tem atraído pessoas que buscam emagrecer ou melhorar a saúde, como o ex-ministro do Reino Unido. 

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Porém, o jejum intermitente já é praticado há anos por religiões islâmicas, especialmente durante o Ramadã.

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Segundo pesquisas científicas e especialistas em nutrição, o método pode trazer resultados, mas ainda gera debate na comunidade científica.

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O que é jejum intermitente

O jejum intermitente é um padrão alimentar que alterna janelas de alimentação com períodos de restrição calórica. Diferentemente de dietas tradicionais, ele organiza o horário das refeições.

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Existem vários protocolos. Entre os mais conhecidos estão:

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  • 16:8 – jejum de 16 horas e alimentação em 8 horas
  • 5:2 – restrição calórica em dois dias da semana
  • OMAD – apenas uma refeição por dia

Essas estratégias fazem o organismo passar mais tempo sem receber energia, o que pode estimular o uso de gordura armazenada.

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Como o método funciona no organismo

Quando a pessoa passa muitas horas sem comer, o corpo precisa buscar energia em outro lugar. Como não há alimento chegando, o organismo começa a usar a gordura armazenada para continuar funcionando.

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Isso acontece porque o nível de insulina no sangue diminui durante o jejum. Com menos insulina circulando, fica mais fácil para o corpo liberar e queimar a gordura acumulada.

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Pesquisas também sugerem mudanças em processos celulares ligados à regeneração e ao controle do estresse oxidativo.

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O que dizem os estudos científicos

Estudos indicam que o jejum intermitente pode ajudar na perda de peso e na melhora de alguns indicadores metabólicos.

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No entanto, tanto o jejum intermitente quanto dietas com restrição calórica tradicional podem melhorar pressão arterial, glicemia e composição corporal.

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É o que afirma a endocrinologista Maria Edna de Melo, do grupo de obesidade do Hospital das Clínicas da USP:

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“Não tem nenhum estudo que justifique a recomendação de jejum intermitente como forma de melhorar a saúde. O que a gente sabe é que há um consumo excessivo de calorias e que a restrição, seja por jejum ou por outra via, reduz essa ingestão”, disse a médica, conforme o Estado de Minas.

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Possíveis riscos e efeitos colaterais

Apesar da popularidade, o método também levanta preocupações entre especialistas. Entre os efeitos relatados estão:

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  • fome intensa nos primeiros dias
  • queda de energia e irritabilidade
  • episódios de compulsão alimentar

Especialistas alertam que comer uma vez por dia pode provocar fraqueza, irritação e até episódios de hipoglicemia em algumas pessoas.

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Quem deve evitar o jejum intermitente

Segundo profissionais de saúde, alguns grupos precisam evitar ou ter acompanhamento médico antes de adotar esse tipo de dieta. São eles:

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  • pessoas com diabetes
  • gestantes e lactantes
  • crianças e adolescentes
  • pessoas com histórico de transtornos alimentares

De modo geral, especialistas reforçam que estratégias de emagrecimento devem fazer parte de uma rotina de alimentação equilibrada e hábitos saudáveis no dia a dia.

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Perguntas frequentes sobre jejum intermitente

1. O jejum intermitente realmente emagrece?
Pode ajudar na perda de peso, principalmente porque reduz o consumo calórico diário. Porém, não é necessariamente mais eficaz que outras dietas.

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2. Quantas horas dura o jejum intermitente?
O protocolo mais comum é o 16:8, que prevê 16 horas de jejum e uma janela de alimentação de 8 horas.

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3. Jejum intermitente faz mal?
Para pessoas saudáveis e com acompanhamento profissional, geralmente é seguro. Porém, pode causar efeitos como fome intensa, irritabilidade e fraqueza.

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4. Quem não deve fazer jejum intermitente?
Gestantes, diabéticos sem controle médico, pessoas com transtornos alimentares e crianças devem evitar esse tipo de prática.

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5. É possível fazer jejum intermitente todos os dias?
Alguns protocolos permitem prática diária, como o método 16:8. Mesmo assim, especialistas recomendam avaliação individual antes de adotar a estratégia.