O maior adversário de um atleta profissional ou amador nem sempre é o oponente, mas sim a lesão. Algumas delas não apenas interrompem temporadas, mas também afetam a biomecânica e a performance da pessoa permanentemente.
Por causa disso, é importante entender quais são os piores machucados que um atleta pode ter e como evitar que algum deles acabe gerando danos irreversíveis.
A equipe da Gazeta elaborou uma lista com algumas das piores lesões, os efeitos que cada uma causa e como garantir uma distância segura do departamento médico.
Ruptura do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)
Uma das mais temidas entre atletas de esportes que exigem mudanças bruscas de direção e pivotagem, a ruptura do LCA é conhecida por destruir temporadas e afetar diretamente o rendimento.
A lesão exige cirurgia e um tempo de recuperação que varia de 8 a 12 meses. Um dos maiores impactos criados por ela é a perda de confiança no joelho, além da atrofia muscular do quadríceps durante o processo.
Ruptura do Tendão de Aquiles
O Tendão de Aquiles é o mais forte do corpo e é responsável, principalmente, pela propulsão do corpo. A sua ruptura total gera incapacidade imediata do lado danificado e pode devastar o desempenho de velocistas e saltadores.
A reabilitação é lenta e delicada, exigindo trabalho rigoroso de força excêntrica para recuperar a elasticidade e a potência originais. Em certos casos, o atleta nunca recupera a propulsão máxima.
Fraturas por estresse
Diferente da fratura causada por uma quebra traumática, a fratura por estresse está associada à sobrecarga repetitiva. Ela ocorre geralmente nos metatarsos ou na tíbia, sendo um pesadelo constante para maratonistas e triatletas.
O perigo da lesão está relacionado com a negligência do atleta. Muitas vezes, os primeiros sinais de desgaste são apresentados com “dorzinhas” no local. A quebra pode gerar interrupção total das atividades.
Lesões Musculares de Grau 3 (Isquiotibiais)
Esse tipo de lesão afeta principalmente corredores que dependem de explosão e sprints. Uma ruptura total do músculo posterior da coxa pode criar tecido cicatricial (fibrose), o que limita a amplitude de movimento.
Problemas musculares do gênero podem tornar o atleta propenso a recidivas se a transição para o campo/pista não for feita com cautela.
Como minimizar os riscos e manter o bem-estar
A prevenção vai além de um simples alongamento antes do treino. O processo é mais rigoroso e deve ser seguido para evitar danos.
- Gestão de Carga: o monitoramento do volume e intensidade de carga é crucial e ajuda a identificar quando o atleta está ultrapassando os limites do corpo e entrando no overtraining, em que os tecidos ficam mais vulneráveis;
- Treinamento de Força e Propriocepção: o fortalecimento dos músculos protege as articulações. Portanto, exercícios de equilíbrio e estabilidade ensinam o sistema nervoso a reagir rapidamente a irregularidades no solo, evitando entorses;
- Recuperação Ativa e Sono: o descanso favorece a recuperação das microlesões teciduais. O sono de qualidade e uma nutrição adequada são de extrema importância para a manutenção muscular. O corpo não consegue manter a integridade das fibras musculares tendíneas sem o processo de recuperação ativa.
- Escolha do acessório: no caso de corredores, a escolha do calçado — como os modelos com placa de carbono — deve ser acompanhada de um fortalecimento específico da musculatura intrínseca dos pés e panturrilhas, já que esses tênis alteram a mecânica da passada.
