Guia de prevenção: como evitar as lesões mais temidas por atletas em 2026

Saiba identificar os sinais de 'dorzinhas' que escondem fraturas graves e aprenda como a gestão de carga pode ser o diferencial entre o pódio e o hospital

Dor articular ou muito localizada, diferente da dor muscular difusa, costuma indicar sobrecarga ou falhas de execução

Dor articular ou muito localizada, diferente da dor muscular difusa, costuma indicar sobrecarga ou falhas de execução | Prostooleh/Freepik

O maior adversário de um atleta profissional ou amador nem sempre é o oponente, mas sim a lesão. Algumas delas não apenas interrompem temporadas, mas também afetam a biomecânica e a performance da pessoa permanentemente.

Continua após a publicidade

Por causa disso, é importante entender quais são os piores machucados que um atleta pode ter e como evitar que algum deles acabe gerando danos irreversíveis.

Continua após a publicidade

A equipe da Gazeta elaborou uma lista com algumas das piores lesões, os efeitos que cada uma causa e como garantir uma distância segura do departamento médico.

Continua após a publicidade

Ruptura do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

Uma das mais temidas entre atletas de esportes que exigem mudanças bruscas de direção e pivotagem, a ruptura do LCA é conhecida por destruir temporadas e afetar diretamente o rendimento.

Continua após a publicidade

A lesão exige cirurgia e um tempo de recuperação que varia de 8 a 12 meses. Um dos maiores impactos criados por ela é a perda de confiança no joelho, além da atrofia muscular do quadríceps durante o processo.

Continua após a publicidade

Ruptura do Tendão de Aquiles

O Tendão de Aquiles é o mais forte do corpo e é responsável, principalmente, pela propulsão do corpo. A sua ruptura total gera incapacidade imediata do lado danificado e pode devastar o desempenho de velocistas e saltadores.

Continua após a publicidade

A reabilitação é lenta e delicada, exigindo trabalho rigoroso de força excêntrica para recuperar a elasticidade e a potência originais. Em certos casos, o atleta nunca recupera a propulsão máxima.

Continua após a publicidade

Fraturas por estresse

Diferente da fratura causada por uma quebra traumática, a fratura por estresse está associada à sobrecarga repetitiva. Ela ocorre geralmente nos metatarsos ou na tíbia, sendo um pesadelo constante para maratonistas e triatletas.

Continua após a publicidade

O perigo da lesão está relacionado com a negligência do atleta. Muitas vezes, os primeiros sinais de desgaste são apresentados com “dorzinhas” no local.  A quebra pode gerar interrupção total das atividades.

Continua após a publicidade

Lesões Musculares de Grau 3 (Isquiotibiais)

Esse tipo de lesão afeta principalmente corredores que dependem de explosão e sprints. Uma ruptura total do músculo posterior da coxa pode criar tecido cicatricial (fibrose), o que limita a amplitude de movimento.

Continua após a publicidade

Problemas musculares do gênero podem tornar o atleta propenso a recidivas se a transição para o campo/pista não for feita com cautela.

Continua após a publicidade

Como minimizar os riscos e manter o bem-estar

A prevenção vai além de um simples alongamento antes do treino. O processo é mais rigoroso e deve ser seguido para evitar danos.

  • Gestão de Carga: o monitoramento do volume e intensidade de carga é crucial e ajuda a identificar quando o atleta está ultrapassando os limites do corpo e entrando no overtraining, em que os tecidos ficam mais vulneráveis;
  • Treinamento de Força e Propriocepção: o fortalecimento dos músculos protege as articulações. Portanto, exercícios de equilíbrio e estabilidade ensinam o sistema nervoso a reagir rapidamente a irregularidades no solo, evitando entorses;
  • Recuperação Ativa e Sono: o descanso favorece a recuperação das microlesões teciduais. O sono de qualidade e uma nutrição adequada são de extrema importância para a manutenção muscular. O corpo não consegue manter a integridade das fibras musculares tendíneas sem o processo de recuperação ativa.
  • Escolha do acessório: no caso de corredores, a escolha do calçado — como os modelos com placa de carbono — deve ser acompanhada de um fortalecimento específico da musculatura intrínseca dos pés e panturrilhas, já que esses tênis alteram a mecânica da passada.