Monotrilhos de SP têm trens diferentes e isso muda a viagem; veja como

Tanto a Linha 15-Prata quanto a Linha 17-Ouro utilizam tecnologia de condução automática, mas há diferenças entre elas

Modelos adotados em cada linha foram projetados para atender demandas diferentes de passageiros

Modelos adotados em cada linha foram projetados para atender demandas diferentes de passageiros | Divulgação/Metrô

Sete vagões de um lado, cinco do outro. Mais espaço aqui, baterias ali. Os trens das linhas 15-Prata e 17-Ouro podem até dividir o mesmo tipo de sistema, mas funcionam de formas bem diferentes.

As linhas do monotrilho, do Metrô de São Paulo, utilizam composições sem operador, com controle totalmente automatizado.

Apesar disso, os modelos adotados em cada linha foram projetados para atender demandas diferentes de passageiros.

Diferenças

Na linha 15-Prata, os trens são maiores e voltados para transporte de alta capacidade. Cada composição conta com sete vagões interligados e pode transportar até 1.002 passageiros.

O modelo possui ar-condicionado, câmeras internas, comunicação direta com o centro de controle e circulação contínua entre os carros.

Já na linha 17-Ouro, os trens são menores e mais leves. As composições têm cinco carros, 60,8 metros de comprimento e capacidade para até 616 passageiros.

O interior é mais aberto, com janelas panorâmicas, iluminação em LED e ar-condicionado.

Linha 15-Prata será fechada para testes Na linha 15-Prata, os trens são maiores e voltados para transporte de alta capacidade – Diogo Moreira/Maquina Cw

Bateria para ‘a linha toda’

Uma das principais diferenças está no sistema de energia da linha 17-Ouro. 

Enquanto os trens da Linha 15-Prata dependem exclusivamente da alimentação elétrica da via, os da nova linha contam com baterias próprias.

Esse sistema permite que o trem percorra até 8 quilômetros mesmo em caso de falha de energia, distância maior que a extensão da linha.

Fluxo de passageiros

Outra diferença está no perfil de operação. A Linha 15 foi projetada para atender regiões com maior demanda, o que explica o uso de trens maiores e com mais capacidade.

Já a Linha 17 foi planejada para ligações estratégicas, como o acesso ao Aeroporto de Congonhas, com fluxo menor de passageiros.

Ambas as linhas utilizam tecnologia de condução automática, com monitoramento em tempo real e sistemas de segurança que controlam velocidade, distância entre trens e paradas nas estações.