Delivery voador: como a entrega em 3 minutos por drones está prestes a dominar o Brasil

Na capital sergipana, a operação conecta um shopping a condomínios residenciais localizados do outro lado do rio Sergipe

Uso desse tipo de tecnologia já começa a ganhar espaço e pode se expandir com mudanças regulatórias e estruturais

Uso desse tipo de tecnologia já começa a ganhar espaço e pode se expandir com mudanças regulatórias e estruturais | Divulgação/DECEA

O uso de drones para entregas já deixou de ser apenas uma projeção e passou a fazer parte da realidade no Brasil.

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Desde 2021, o iFood realiza operações desse tipo em Aracaju, em Sergipe, enquanto um planejamento do governo federal projeta a ampliação e organização do uso dessas aeronaves no espaço aéreo até 2040.

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Apesar de ainda restrito, o uso desse tipo de tecnologia já começa a ganhar espaço e pode se expandir com mudanças regulatórias e estruturais.

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Entrega pelo céu

Na capital sergipana, a operação conecta um shopping a condomínios residenciais localizados do outro lado do rio Sergipe.

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O trajeto, que levaria cerca de 30 minutos por vias terrestres, é feito em aproximadamente três minutos por drones. 

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Segundo Mariana Werneck, diretora sênior de logística do iFood, a operação passou por testes antes de ser implementada e evoluiu ao longo dos anos com novas autorizações regulatórias. Apesar do exemplo já em funcionamento, esse tipo de operação ainda é limitado no país.

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De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o uso de drones para delivery é permitido apenas em situações específicas, como em áreas afastadas de pessoas que não participam da operação.

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A agência informou que trabalha na atualização das regras para o setor. Um novo regulamento, o RBAC nº 100, está em elaboração e pode ampliar as possibilidades de uso, incluindo operações em áreas urbanas.

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Em 2025, a proposta passou por consulta pública e segue em fase de ajustes. Enquanto a regulamentação evolui, o planejamento do espaço aéreo também passa a considerar a presença desses equipamentos.

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Drones no espaço aéreo do País

O documento “DECEA 2040”, elaborado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), prevê a criação de um sistema específico para organizar e supervisionar o tráfego de drones, além da integração com aeronaves tripuladas e novos modais, como veículos elétricos de pouso e decolagem vertical.

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Em nota enviada à Gazeta, o DECEA informou que o sistema de gerenciamento de tráfego de drones (UTM) está sendo desenvolvido para permitir a integração dessas aeronaves ao espaço aéreo de forma segura e ordenada, incluindo operações comerciais em larga escala.

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Segundo o órgão, o modelo permitirá voos além do alcance visual dos operadores e deve garantir a escalabilidade necessária para um grande volume de operações.

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O DECEA informou ainda que mantém dois projetos estratégicos sobre o tema:

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  1. BR-UTM prevê o desenvolvimento do sistema de gerenciamento de drones até 2032 e o
     
  2. BR-UAM que trata da mobilidade aérea urbana, com previsão até 2036.

Apesar disso, o órgão destaca que o uso da tecnologia para delivery dependerá de análises das próprias empresas, como viabilidade financeira e modelo de negócio.

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Para viabilizar a integração, o sistema em desenvolvimento permitirá o envio de dados de voo e localização em tempo real, inclusive em baixas altitudes.

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A aprovação das operações deverá ser feita de forma automatizada, sem intervenção humana, com foco em segurança e eficiência.

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Expansão para uso comercial

Para Manoel Coelho, CEO da Speedbird Aero, a integração entre sistemas é necessária para ampliar o uso comercial dos drones e permitir que as operações ganhem escala no país.

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Segundo ele, a integração ao sistema de controle do espaço aéreo é essencial para a convivência com aeronaves tripuladas.

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Hoje, a implementação de novas rotas depende de análises específicas e da aprovação do controle do espaço aéreo.

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O processo inclui avaliação de riscos, definição de trajetos e monitoramento das operações em tempo real.

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A ampliação do uso de drones no Brasil depende da evolução das regras e da estrutura de controle do espaço aéreo.

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O planejamento federal indica que esse processo deve ocorrer de forma gradual nos próximos anos, com impacto direto sobre serviços urbanos e operações logísticas.