Terremotos na Venezuela deixam 920 mortos e país vive corrida contra o tempo por sobreviventes

De acordo com o balanço oficial, 3.360 pessoas ficaram feridas, 172 seguem desaparecidas

Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, Rodríguez também informou que o país já contabilizou 302 réplicas desde os tremores/Gaby Oraa

O número de mortos após os dois terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24/6) subiu para 920, segundo informou nesta sexta-feira (26/6) o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

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De acordo com o balanço oficial, 3.360 pessoas ficaram feridas, 172 seguem desaparecidas sob os escombros e mais de 4 mil estão desalojadas.

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Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, Rodríguez também informou que o país já contabilizou 302 réplicas desde os tremores, que provocaram destruição em Caracas e em cidades como La Guaira, Aragua, Miranda, Carabobo, Falcón e Yaracuy.

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Na ocasião, moradores de Manaus (AM) e Belém (PA) relataram ter sentido tremores na noite desta quarta-feira, após um terremoto de magnitude 7,1 atingir a Venezuela, segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

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Ministério das Relações Exteriores (MRE) também confirmou na noite desta quinta-feira (25/6) a morte de dois brasileiros em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24/6).

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Equipes de resgate correm contra o tempo

Equipes venezuelanas e estrangeiras seguem mobilizadas na busca por sobreviventes. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) avalia que o desastre tem potencial para ultrapassar 10 mil mortes, o que colocaria os terremotos entre os mais letais da história recente da América Latina.

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A cidade costeira de La Guaira foi uma das mais atingidas, com cerca de 100 edifícios destruídos. Moradores relatam que, em muitos casos, os primeiros resgates foram realizados pela própria população antes da chegada de equipamentos especializados.

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As operações também enfrentam dificuldades devido aos danos na infraestrutura. Rodovias apresentam rachaduras, enquanto dezenas de prédios desabaram completamente. Em alguns locais, moradores chegaram a identificar os escombros com os nomes dos edifícios para facilitar o trabalho das equipes de resgate.

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O governo da presidente interina Delcy Rodríguez anunciou o envio de ajuda às áreas afetadas, mas, segundo relatos, o atendimento ainda ocorre de forma desigual, com presença limitada de bombeiros, militares, policiais e equipes da Defesa Civil em algumas regiões.

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O Brasil também participa da força-tarefa. Uma missão humanitária brasileira deve chegar à Venezuela na noite desta sexta-feira (26/6) a bordo de um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB). A operação reúne 44 integrantes e transporta 12 toneladas de equipamentos destinados às ações de busca, resgate e atendimento às vítimas.