Outono começa e deve aumentar casos de doenças respiratórias; saiba como identificá-las

Ar seco e ambientes fechados facilitam a proliferação de vírus como a Influenza e agravam quadros de DPOC em fumantes durante a nova estação

Alguns sintomas podem surgir e levantar dúvidas sobre qual doença respiratória realmente se trata

Alguns sintomas podem surgir e levantar dúvidas sobre qual doença respiratória realmente se trata | Freepik

O outono de 2026 começou oficialmente na última sexta-feira (20/3). Com a chegada de temperaturas mais amenas provocadas pela nova estação, o número de doenças respiratórias, principalmente em crianças, pode aumentar.

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Alguns sintomas podem surgir e levantar dúvidas sobre qual doença respiratória realmente se trata. Por causa disso, a atenção de pais e responsáveis deve ser redobrada.  

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Alergias

Nesta época do ano, por causa da maior concentração de poeira e poluentes no ar, é normal o aumento de quadros alérgicos. As mucosas ficam ressecadas e há um aumento considerável de crises de rinite, sinusite, faringite e asma.

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Confira a definição de cada doença, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo:

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  • Rinite: inflamação de crises alérgicas que acometem o nariz;
  • Asma: doença inflamatória crônica que ataca o sistema respiratório, especialmente os brônquios.
  • Faringite e sinusite: infecções que podem ser causadas por vírus e bactérias e não só uma simples alergia, inflamando a faringe e os seios da face, respectivamente.

Resfriados e pneumonias

A queda da umidade relativa do ar durante o outono pode irritar as mucosas das vias aéreas e aumentar a probabilidade de infecções por variados tipos de vírus. Entre os principais estão o rinovírus e adenovírus, responsáveis pelos resfriados e pneumonias.

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Esses tipos de doenças são causados pelas mudanças bruscas de temperaturas. Os extremos do clima, como calor intenso e a chegada repentina de uma frente fria, aumentam o risco de infecções virais.

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O mesmo efeito pode acontecer com o uso de ar-condicionado, local onde pode haver acúmulo de bactérias.

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Gripe e Influenza

Parte das pessoas tende a ficar mais tempo em locais fechados quando a temperatura diminui, algo que ajuda na proliferação do vírus influenza, conhecido pela alta transmissibilidade por espirro e tosse.

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O contato direto das mãos e objetos comuns, como corrimões e maçanetas, aumenta o risco de contágio da gripe.

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Viroses

Assim como em quadros de gripe, o tempo seco de outono favorece a colonização de vírus e infecções respiratórias, facilitando a transmissão entre as pessoas.

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É comum viroses causarem sintomas como:

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  • Diarreia;
  • Vômito;
  • Febre;
  • Enjoo;
  • Dor muscular;
  • Dor na barriga;
  • Secreção nasal.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

O ar seco também afeta pessoas com histórico de tabagismo. A inflamação das mucosas entre os meses de março e junho aumenta a incidência de bronquite crônica e do enfisema (danos irreversíveis nos alvéolos).

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Covid-19

É normal confundir os sintomas de outras doenças com os provocados pelo coronavírus. A melhor forma de diferenciar um quadro de covid é se atentar ao aparecimento de tosse seca e inflamação na garganta, além de espirros, coriza, febre e fraqueza.

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Outra recomendação é se atentar à diminuição do olfato e do paladar.