‘Drogba do PCC’: líder de facção com atestado de óbito falso morre em confronto com a PM

Suspeito vivia com identidade falsa no litoral paulista e já havia sido alvo de investigações por tráfico e lavagem de dinheiro

'Drogba do PCC' já havia sido preso em novembro de 2023, em Praia Grande, durante uma operação da Polícia Civil

'Drogba do PCC' já havia sido preso em novembro de 2023, em Praia Grande, durante uma operação da Polícia Civil | Reprodução/Instagram/praiagrandemilgrauoficial

“Drogba do PCC”, suspeito de integrar a liderança do Primeiro Comando da Capital, morreu em confronto com a Polícia Militar na tarde da última terça-feira (24/3).

Continua após a publicidade

Com o nome de Edmar da Silva Alves, o criminoso se escondia em Praia Grande, no litoral do Estado. No local, o homem de 37 anos havia emitido um atestado de óbito falso.

Segundo a PM, o suspeito tinha passagens por roubo, receptação, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, organização criminosa e porte ilegal de arma.

Quem era o ‘Drogba do PCC’

Apontado como integrante da cúpula do PCC, Edmar acumulava um histórico criminal extenso e já era alvo de investigações por envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro e atuação em organização criminosa.

Continua após a publicidade

Durante a ação que resultou em sua morte, policiais identificaram que ele utilizava documentos falsos, incluindo uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com identidade adulterada.

Ao cruzar os dados nos sistemas oficiais, os agentes constataram que o suspeito constava como morto, após o uso de um atestado de óbito fraudulento para dificultar sua localização.

Histórico de prisões e atuação criminosa

Edmar já havia sido preso em novembro de 2023, em Praia Grande, durante uma operação da Polícia Civil no bairro Vila Caiçara.

Continua após a publicidade

Na ocasião, agentes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém apreenderam veículos, celulares, dinheiro e joias avaliadas em mais de R$ 300 mil.

Contra ele, havia mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça. O suspeito já havia sido condenado, em 2019, a 18 anos de prisão por tráfico de drogas.

Segundo a Polícia, ele também utilizava identidades falsas para evitar a ação das autoridades enquanto seguia sendo investigado.