Witzel exige ‘faxina’ no RJ e cita nomes que ainda precisam ser exonerados

Ex-governador critica cenário político e faz apelo direto ao atual ocupante do cargo em vídeo no Instagram

Ex-comandante do executivo comenta sobre decisões de novo governador do RJ

Ex-comandante do executivo comenta sobre decisões de novo governador do RJ | Fernando Frazão/Agência Brasil

O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, gravou um vídeo no Instagram em que falou sobre a situação do novo governante do estado, Ricardo Couto.

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Com a renúncia de Cláudio Castro e sua consequente cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o estado do Rio de Janeiro passou a enfrentar uma situação de dupla vacância no comando do Executivo.

Assim, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro assumiu o posto de governador. No vídeo, Witzel elogia a decisão de Couto pelas exonerações de “assessores e secretários ligados a facções criminosas”, como dito no início da gravação.

Aviso ao novo governador

O ex-comandante do Executivo do estado do Rio também fez um “alerta” ao novo governador.

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Segundo Witzel, há mais pessoas a serem exoneradas, incluindo nomes relevantes da política estadual.

“O chefe de gabinete do ex-governador cassado, Cláudio Castro, Rodrigo Abel, e o chefe da Casa Civil são responsáveis por controlar 90% do orçamento e das nomeações do estado. É lá que o sistema se alimenta. Coragem, governador”, afirma em vídeo.

Eleições indiretas

Na gravação, o ex-governador também criticou a possibilidade de eleições indiretas, afirmando que a Assembleia Legislativa não teria legitimidade para escolher um novo nome.

“A Assembleia Legislativa está completamente desmoralizada para eleger qualquer governador. No máximo, pode eleger um representante da cela lá em Bangu. Porque é para onde a maioria dessa turma vai”, disse.

Mensagem para o povo do Rio de Janeiro

Para encerrar o vídeo, Witzel direcionou uma mensagem à população fluminense.

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Segundo ele, o estado não aguenta mais ser “refém de bandido de terno” e o governador interino não deve ceder a pressões políticas.

“A população quer essa máfia toda fora. Eu já conheço bem a história. Mas, por outro lado, já começaram as chantagens. Governador interino, se não tivermos eleição direta, é fundamental que o senhor fique até outubro. Faça a limpa. Não se curve a essa chantagem e garanta uma transição política neutra para o nosso estado. O povo do Rio de Janeiro não aguenta mais ser refém de bandido de terno”, finaliza.

Retrospecto da cadeira de governador

Após a renúncia de Cláudio Castro e a consequente cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o estado do Rio de Janeiro passou a enfrentar uma situação de dupla vacância no comando do Executivo.

Com isso, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acabou assumindo o governo de forma interina.

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O cenário se consolidou porque o cargo de vice já estava vago desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou a função para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

Diante desse cenário, tornou-se necessária a convocação de uma eleição suplementar para um mandato-tampão.

Até lá, a linha sucessória prevista na Constituição estadual levou ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, que assumiu o comando interinamente após impedimentos na Assembleia Legislativa (Alerj).