Protesto: motoristas de app tomam ruas de SP e aumentam pressão sobre projeto no Congresso

Ato contra mudanças na regulamentação reúne trabalhadores, impacta o trânsito e mira proposta que prevê novas regras para o setor

Movimento faz parte do chamado "Breque Geral dos Apps"

Movimento faz parte do chamado "Breque Geral dos Apps" | Paulo Pinto/Agência Brasil

Motoristas de aplicativo realizam um protesto contra as alterações no Projeto de Lei Complementar (PLP), que tem como objetivo mudanças trabalhistas por meio da regulamentação dos serviços de transporte privado de passageiros e entregas por aplicativo no país.

A carreata acontece na manhã desta terça-feira (14/4) e tem como destino o Pacaembu, na Praça Charles Miller, na Zona Oeste de São Paulo.

Os manifestantes também passaram durante o trajeto pelas avenidas Luís Carlos Berrini e Bandeirantes, na zona sul da capital paulista. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), em nota, o movimento é acompanhado pela Polícia Militar.

Fogo em pneus

Durante a manhã, motoboys também realizaram um ato em Indianópolis, na zona sul, onde atearam fogo em pneus como forma de protesto contra o projeto.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, houve interdição momentânea na via, mas o Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas. A situação foi normalizada sem registro de feridos.

PLP em discussão

A mobilização é direcionada ao PLP 152/2025, que propõe regulamentar a atuação das plataformas no país. 

O texto prevê a caracterização das empresas como intermediadoras do serviço e concede o direito de reter uma taxa de até 30% sobre o valor das corridas.

A proposta também mantém os trabalhadores como autônomos, o que é alvo de críticas da categoria. Há expectativa de votação na Câmara dos Deputados, mas ainda há incerteza sobre a inclusão do projeto na pauta.

Protestos e reação

A ação ocorre em meio a mobilizações da categoria. Em São Paulo, motoristas realizaram um protesto que saiu do Capão Redondo e seguiu até a região da Berrini, com impacto no trânsito da Zona Sul. 

Entre as principais reivindicações está o aumento da remuneração paga pelas plataformas. Os trabalhadores também questionam possíveis exigências ligadas à regulamentação, como idade mínima e tempo de habilitação, que podem restringir o acesso à atividade.

“Breque Geral”

Os atos fazem parte do chamado “Breque Geral dos Apps”, movimento que reúne paralisações em diferentes cidades.

Além das críticas ao projeto em discussão, os participantes cobram mudanças imediatas nas condições de trabalho.

Entre as estratégias adotadas estão a suspensão de corridas e a paralisação na retirada de pedidos em horários de maior demanda, o que pode afetar o funcionamento dos serviços.