Motoristas de aplicativo em SP: greve bloqueia ruas e categoria prevê nova paralisação às 18h

Ato contesta projeto de lei, cobra reajustes e faz parte do movimento "Breque Geral"

Protesto seguiu até a porta da TV Globo, na Berrini, Zona Sul de São Paulo

Protesto seguiu até a porta da TV Globo, na Berrini, Zona Sul de São Paulo | Paulo Pinto/Agência Brasil

Os motoristas de aplicativo de São Paulo realizam um protesto na manhã desta quarta-feira (25/3) por reivindicações da categoria.

A manifestação teve início no Capão Redondo e seguiu em direção à Berrini, bloqueando vias da Zona Sul da capital paulista. Entre os pedidos dos trabalhadores está o aumento da remuneração paga pelos aplicativos.

Os manifestantes também criticam exigências impostas por novas propostas de regulamentação da atividade. Segundo a categoria, medidas como idade mínima de 21 anos e obrigatoriedade de possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) há pelo menos dois anos dificultam o acesso e a permanência no trabalho.

Breque Geral

O protesto faz parte de um movimento maior, intitulado “Breque Geral dos Apps”, uma mobilização nacional de entregadores e motoristas contra a precarização do trabalho.

Entre as reivindicações está o fim do projeto de lei 152, conhecido como PL dos Apps, que ainda está em tramitação no Congresso Nacional e gera grande discussão no cenário da categoria.

Novos protestos

Segundo informações da assessoria da Polícia Militar divulgadas ao g1, aproximadamente 150 pessoas participam do ato, que chegou à Marginal Pinheiros, no sentido Zona Oeste. O destino da manifestação foi a sede da TV Globo, localizada na região da Berrini.

De acordo com mensagens divulgadas em grupos de delivery, a orientação é não retirar pedidos ao longo do dia e, a partir das 18h, participar de um novo protesto nas ruas.

Caso a mobilização se confirme, o impacto pode ser imediato, com redução ou até interrupção nas entregas em algumas áreas da capital.

A mobilização ocorre na sequência de recentes fiscalizações e apreensões, que já vinham gerando insatisfação entre os trabalhadores.