Mais do que reunir marcas, atletas e lançamentos do setor fitness, o Arnold Sports Festival South America 2026 mantém como uma de suas principais propostas a ampliação do acesso ao esporte e a valorização de modalidades pouco visíveis ao grande público.
Durante coletiva de imprensa do evento, em resposta à pergunta feita pelo Grupo GMG, Ana Paula Leal Graziano, CEO da Savaget Group e sócia do Arnold, afirmou que a inclusão de diferentes práticas esportivas e o incentivo à participação de crianças seguem como pilares centrais do festival desde sua criação.
Segundo ela, a orientação de Arnold Schwarzenegger sempre foi clara: transformar o evento em um espaço de democratização do esporte, e não apenas em uma feira de negócios e exposição de marcas.
“Nunca deixe de colocar esportes”
Segundo Ana Paula, ainda em 2012, durante as primeiras conversas sobre a realização do evento no Brasil, Arnold Schwarzenegger reforçou que o festival deveria reunir o maior número possível de práticas esportivas.
“Ele falava uma coisa que nunca mais saiu da nossa cabeça: nunca deixe de colocar esportes”, afirmou.
Ela explicou que, além da área de exposição e da feira comercial, o evento reserva cerca de 10 mil metros quadrados para mais de 35 modalidades esportivas, incluindo sumô, luta de braço, powerlifting e outras práticas com menor visibilidade.
Impacto social começa na base
Para a executiva, o objetivo é permitir que crianças e jovens encontrem no esporte uma atividade com a qual se identifiquem, mesmo fora das modalidades mais populares.
“Às vezes uma criança vai, ela não se identifica com futebol, mas se ela andar aqui dentro, pode se identificar com alguma atividade física”, disse.
Segundo ela, o impacto vai além da prática esportiva individual. “Quando ela inicia nisso, ela não muda a vida dela, ela muda a vida da família dela”, completou.
Investimento além do retorno financeiro
Ana Paula afirmou que manter esse espaço para diferentes modalidades nem sempre representa retorno financeiro direto para a organização. Segundo ela, muitos promotores questionam a decisão de investir em competições que exigem apoio estrutural e financeiro.
“O concorrente fala: ‘Vocês estão loucos?’”, relatou.
Ela explicou que o evento precisa investir diretamente para garantir a presença dessas modalidades, já que diversas confederações e parceiros não conseguem viabilizar a competição sem esse suporte.
Crianças e formação científica
A CEO também relembrou um pedido feito por Arnold Schwarzenegger durante a edição de 2013, no Rio de Janeiro. Segundo ela, o único pedido do fisiculturista foi que a abertura da feira fosse realizada com 30 crianças, e não com autoridades políticas.
Para Ana Paula, isso reforça o compromisso do evento com a formação de base e com o futuro do esporte no país.
Além disso, ela destacou que o Arnold também mantém espaço para a formação acadêmica, com a participação de profissionais e estudantes das áreas de nutrição, educação física e saúde.
Segundo ela, a proposta é manter o crescimento do setor fitness aliado à base científica e ao acesso democrático ao esporte.
