Os fundadores e sócios da Action 360, Paula Baldini e Marcelo Tuccio, explicaram como criaram o modelo de negócios da rede de academias, que hoje conta com 70 unidades, com a pretensão de alcançar 200 até 2030. Segundo eles, a empresa se trata de um hub de bem-estar com integração de modalidades personalizadas.
O casal contou sobre a trajetória da rede em entrevista no estande da TV GMG no Arnold Sports South America 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo.
O CEO incentivou novos empreendedores a superarem o medo e buscarem apoio em modelos consolidados para alcançar o sucesso no mercado fitness.
“O medo de fracassar costuma ser maior que o sonho de dar certo. A dica [a novos empreendedores] é: apoiem-se em quem já trilhou o caminho e se arrisquem. A nossa filosofia não é ‘se vai dar certo’, mas ‘até dar certo’”, exaltou Tuccio.
Já Baldini destacou o conceito de “emocionadores”, como chama os funcionários por, segundo ela, buscarem transformar a vida dos alunos por meio de um atendimento humanizado e familiar.
“Nossos professores são amigos e terapeutas. Isso vem de uma cultura familiar forte, na qual temos até parentes como franqueados, criando um ambiente de encantamento que foge da hostilidade comum de algumas academias”, afirmou a empresária.
A entrevista aborda a visão dos empresários sobre a concorrência, que consideram aliada na promoção da saúde, e a relevância da resiliência no empreendedorismo. Leia:
Gazeta – Qual foi a maior dificuldade para provar que esse modelo de hub funcionaria no Brasil?
Paula Baldini: Recentemente voltamos da Fibo [feira de saúde na Alemanha] e percebemos que estamos no caminho certo das tendências mundiais. Desde o início, focamos em pilates e treinamento funcional, mas sempre de olho na evolução do mercado para não sermos algo fixo.
Marcelo Tuccio: O mercado fitness é muito rápido e exige inovação constante. O conceito da 360 não é ser uma franquia de modelo único, mas um hub de serviços personalizados, na qual a experiência do cliente facilita a validação do método, já que não dependemos apenas de máquinas. Recentemente, adicionamos a musculação personalizada e a massagem para suprir dores específicas dos clientes.
Gazeta – Essa inclusão de novas modalidades veio de ouvir o público e os alunos de vocês?
Paula Baldini: Sim, fazemos pesquisas constantes e ouvimos nossos franqueados. Quando surge uma ideia, nós pilotamos e testamos antes de implementar. Hoje temos 70 unidades.
Sócios foram entrevistados no estande da TV GMG/Renan Lousada/Gazeta de S.PauloGazeta – No início, qual foi o maior desafio que tiveram que superar?
Marcelo Tuccio: Nem imaginávamos chegar a esse ponto. Eu sou professor de Educação Física e a Paula trabalhava em um banco. Decidimos criar nossa própria franquia em vez de comprar uma, pois tínhamos o know-how.
Paula Baldini: Começamos a escalar há cerca de dois anos, mas foram 11 anos de jornada para alinhar processos e validar produtos com segurança para os investidores. Criamos também a Action Academy para capacitar e desenvolver nossa equipe.
Marcelo Tuccio: Sou gestor há 20 anos e o modelo personalizado da Action surgiu em 2013, tornando-se franquia em 2015. Foi um processo de muita consultoria para validar o negócio.
Gazeta – Paulo, você chama seus colaboradores de “emocionadores”. Esse é o maior diferencial?
Paula Baldini: Com certeza. No padrão de experiência do cliente, nós transformamos vidas, ajudando a combater a depressão e melhorar a autoestima. Nossos professores são amigos e terapeutas. Isso vem de uma cultura familiar forte, na qual temos até parentes como franqueados, criando um ambiente de encantamento que foge da hostilidade comum de algumas academias.
Marcelo Tuccio: Como trabalhamos com estúdios e personalização, nosso papel é tirar o aluno do ponto A e levá-lo ao ponto B, garantindo que ele receba atenção total para atingir seus objetivos.
Bruna Miglioranza: Como vocês superam a concorrência em um mercado que muda tão rápido?
Marcelo Tuccio: Não vejo como concorrência, mas como parceiros aliados. O papel das academias hoje é tirar as pessoas do sofá e trazê-las para o fitness. Quanto mais academias, melhor para o setor. Nosso foco é nos destacar através de um atendimento de excelência e inovação.
Action 360 tem 70 unidades neste momento, com plano de expansão/Renan Lousada/Gazeta de S.PauloGazeta – Qual a dica de ouro para quem sonha em ter o próprio negócio no setor?
Marcelo Tuccio: O medo de fracassar costuma ser maior que o sonho de dar certo. A dica é: apoiem-se em quem já trilhou o caminho e se arrisquem. A nossa filosofia não é “se vai dar certo”, mas “até dar certo”. Temos casos de unidades que levaram anos para decolar, o que exige resiliência. Na Action, até investimos junto com “emocionadores” que têm potencial para se tornarem franqueados.
Paula Baldini: É essencial correr atrás e buscar suporte em franquias que ofereçam o know-how necessário. A vida é uma só, então é preciso se capacitar e se arriscar.
