O mercado de trabalho brasileiro encerrou o primeiro trimestre de 2026 com sinais mistos, mas predominantemente positivos. Um deles, é o recorde histórico do salário médio do brasileiro, que atingiu a marca de R$ 3.722.
Esse valor representa uma valorização real de 5,5% em um ano e mantém o rendimento acima do patamar de R$ 3,7 mil pelo segundo trimestre consecutivo.
Já dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, mostra que a taxa de desocupação subiu para 6,1% em março, um movimento sazonal esperado após o fechamento de vagas temporárias.
No entanto, o olhar de longo prazo revela uma vitória: este é o menor índice para o período desde 2012, representando uma queda de 0,9 ponto percentual frente ao ano passado.
Onde o mercado esfriou
A transição entre o final de 2025 e o início deste ano elevou o total de desocupados para 6,6 milhões, um salto de 19,6% no trimestre. As perdas foram sentidas em setores fundamentais para a dinâmica urbana.
A administração pública, junto com saúde e educação, liderou as baixas com 439 mil postos a menos. O comércio seguiu a tendência com o fechamento de 287 mil vagas, enquanto o serviço doméstico viu a saída de 148 mil trabalhadores.
Hoje no Brasil, segundo a pesquisa, 39,2 milhões de pessoas trabalham com carteira assinada. Enquanto 38,1 milhões ainda vivem na informalidade.
O fim do desalento
Um dado que salta aos olhos no relatório do IBGE é a queda drástica no número de pessoas que haviam desistido de procurar uma oportunidade. O total de desalentados despencou 15,9% em um ano, somando agora 2,7 milhões de brasileiros.



