Oito policiais são presos por extorsão em São Paulo

Vítima chegou a pagar R$ 1 milhão em duas parcelas para ser libertada pelos acusados; oito policiais foram presos Da Reportagem De São Paulo

Cinco policiais civis e três militares foram presos preventivamente na terça (8) acusados de sequestrar e extorquir R$ 1 milhão de um empresário, em julho deste ano. Além dos policiais, mais quatro suspeitos, incluindo um empresário, também foram presos.

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Segundo a Corregedoria da Polícia Civil, o empresário foi chamado para uma reunião de negócios em 11 de julho, em um escritório na alameda Jaú, região dos Jardins. Ao chegar no local, em seu carro, foi surpreendido por uma blitz policial. Ele foi algemado e colocado dentro de uma viatura com identificações da Polícia Civil. Em seguida, acabou levado ao 73º DP (Jaçanã), na zona norte.

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Dentro do DP, policiais teriam afirmado que o empresário era um golpista e que os “clientes dos investigadores estariam insatisfeitos”.

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Depois, os policiais teriam exigido R$ 2 milhões para deixar o empresário em paz. Após as ameaças, já na madrugada do dia seguinte, a vítima pediu dinheiro ao sócio, que encaminhou dois seguranças para levar R$ 450 mil para investigadores na região central da Capital. Após o pagamento, o empresário foi liberado para sair do 73º DP. Na mesma noite, ele encaminhou mais R$ 550 mil à delegacia, também de acordo com a Justiça.

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O empresário disse à polícia que passaram-se dois dias, quando foi novamente abordado por um homem armado, durante um passeio com familiares em Santos. O suspeito entregou um envelope à vítima, ameaçando divulgar informações pessoais e profissionais do empresário, que fotografou o criminoso usando o celular.

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O empresário acionou dois conhecidos da polícia, que o ajudaram a identificar dois envolvidos no caso. Uma reunião teria sido feita com investigadores do 73º DP, onde foi sugerido que eles devolvessem o dinheiro extorquido e que ajudassem testemunhando contra o empresário acusado de contratar o sequestro da vítima. Os policiais, porém, negaram a oferta.

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Por fim, a vítima procurou a Corregedoria da Polícia Civil e formalizou a denúncia.